Queda de ministro não elimina investigação, diz líder tucano na Câmara

Para o deputado Duarte Nogueira, Ministério Público deve ir fundo nas denúncias

Agência Estado

06 de julho de 2011 | 19h04

BRASÍLIA - O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), disse, por meio de nota divulgada à imprensa, que a saída do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, "não elimina a necessidade de investigação sobre o suposto esquema de cobrança de propina na pasta". "Há fortes indícios de que existe um mensalão no Ministério dos Transportes e a saída do ministro não pode ser um ponto final na história. O Ministério Público precisa investigar, mensurar a extensão dos danos à sociedade e pedir o ressarcimento aos cofres públicos dos recursos que possivelmente foram desviados."

Nogueira avaliou ainda que a queda do segundo ministro em um intervalo de um mês é ruim para o país. "Nesses seis meses, o governo gastou muita energia tentando estancar as crises e paralisou suas ações. Os investimentos estão travados. O custo dessas crises para o país é altíssimo", disse.

A nota da liderança do PSDB na Câmara informa ainda que Nogueira solicitou nesta quarta-feira, 6, à Procuradoria Geral da República (PGR) que inclua Gustavo Morais Pereira, filho de Nascimento e que teve seu patrimônio aumentado em 86.500% em dois anos, entre os investigados e que seja apurada a origem do dinheiro acrescido ao patrimônio. Na terça-feira, 5, o líder do PSDB protocolou na PGR representação pedindo a abertura de investigação sobre a conduta de Nascimento e dos quatro servidores que foram afastados de seus cargos por conta das denúncias.

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