Quebrado sigilo de empresa acusada por Virgílio no AM

O juiz Victor André Liuzzi determinou hoje a quebra do sigilo da empresa A.C. Nadaf Neto Assessoria em Comércio Exterior para que o banco Bradesco informe quantos cartões para suposto pagamento a cabos eleitorais foram emitidos em nome da companhia, além das contas com CPFs dos beneficiados. Há duas semanas, o senador derrotado à reeleição Arthur Virgílio (PSDB) denunciou que a empresa organizava suposta compra de votos que teriam garantido a vitória dos senadores Eduardo Braga (PMDB) e Vanessa Grazziotin (PCdoB) no Amazonas.

LIÉGE ALBUQUERQUE, Agência Estado

19 de outubro de 2010 | 17h43

A assessoria dos senadores eleitos justificou que a empresa coordenou o pagamento de cabos eleitorais no interior do Estado. No dia 11, a Polícia Federal (PF) apreendeu documentos e computadores no comitê da coligação que elegeu os dois senadores. O dono da empresa, Abrahim Calil Nadaf Neto, foi detido por suposto porte ilegal de arma.

De acordo com Virgílio, o esquema de compra de votos teria funcionado "maquiado" de pagamentos a cerca de 100 mil cabos eleitorais no interior. O senador acredita que os cabos eleitorais sejam pessoas que já recebem uma bolsa por meio de cartão bancário do Bradesco, no programa Bolsa Floresta, administrado pela Fundação Amazonas Sustentável, uma parceria do governo do Estado com a instituição financeira.

Segundo nota enviada pela assessoria de Vanessa Grazziotin, "todos os seus cabos eleitorais assinaram contratos e receberam cartão do Bradesco para facilitar o pagamento, individual e intransferível e se alguém recebeu e repassou dinheiro foi de inteira responsabilidade do contratado".

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