''Que a volta do PT não se dê por isso'', diz Tarso

Pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, o ministro da Justiça, Tarso Genro, esquivou-se de comentar as denúncias contra sua adversária política no Estado, a governadora Yeda Crusius (PSDB). Ela é suspeita de montar um esquema de caixa 2 e desvio de recursos na campanha de 2006.Ao chegar à Câmara dos Deputados para participar de audiência pública, disse apenas que o assunto é de competência do Ministério Público e da Justiça."Não devo manifestar minha opinião sobre esse assunto, porque é um assunto de competência do Ministério Público estadual e envolve um conflito político do Estado. O Ministério da Justiça não deve se envolver, até porque, na origem desse conflito, também tem um trabalho da Polícia Federal, isento e técnico, que em uma oportunidade examinou a questão", afirmou. O ministro, pré-candidato a governador em 2010, disse que não espera que o PT volte a comandar o Estado beneficiado apenas pelo escândalo que envolve a atual governadora. "Espero que a volta do PT não se dê por isso", disse. E recusou-se a comentar a possibilidade da instalação de uma CPI na Assembleia Legislativa, como defende a oposição, para investigar o assunto. Tarso disse que o Ministério Público não tem poderes para "divulgar ou não o que quer que seja" em relação às denúncias contra a governadora. "O trabalho foi feito, está no Poder Judiciário. É essa autoridade que decide divulgação de informações ou não que constam do processo", afirmou o ministro, na audiência.

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