Lia de Paula/Divulgação
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Quatro senadores discursam a favor do impeachment

Senador Ciro Nogueira disse que até tentou buscar uma solução 'menos dolorosa', mas que o 'esgotamento' do governo Dilma o levou a se decidir pela admissibilidade do processo

Luísa Martins, Gustavo Porto, Isabela Bonfim e Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2016 | 05h56

BRASÍLIA - Quatro senadores discursaram em plenário a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Davi Alcolumbre (DEM-AP) disse que o dia "não é de festa ou celebração", mas que o afastamento de Dilma é necessário "para retomar o crescimento e o desenvolvimento do País, que não suporta mais retrocessos."

"Não há mais tempo para errar e nem a perder", disse Alcolumbre. "Profundas reformas deverão ser implementadas, bem como medidas emergenciais", sugeriu.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), por sua vez, disse que até tentou buscar uma solução "menos dolorosa", mas que o "esgotamento" do governo Dilma o levou a se decidir pela admissibilidade do processo. "A margem expressiva da votação na Câmara foi consequência e não causa desse esgotamento."

Nogueira afirmou que Dilma "não tem base mínima de apoio" e que isso é um "entrave ao pleno desenvolvimento do Brasil". "Torna-se aflitivo quando tal debilidade vem junto a uma crise econômica de enormes proporções, situação em que os governos devem ser ainda mais fortes".

Apesar de votar contra Dilma, Nogueira elogiou o ex-presidente Lula. "Deixou boas recordações e um legado de políticas sociais que significaram muito para o povo do Piauí. Não deixa de ser um momento triste encerrar um ciclo que começou com ele", lamentou.

Próximo a falar, o senador Ivo Cassol (PP-RO) usou quase todo o seu tempo de fala para elogiar a fosfoetanolamina, a chamada "pílula do câncer", e parabenizou Dilma por ter sancionado, em abril, a liberação da substância. Mas, no fim, votou pela admissibilidade do processo. "A partir do momento em que um governo perde credibilidade, ele não reconstrói", justificou.

Benedito de Lira (PP-AL) também votou a favor do afastamento de Dilma. "Vivemos um momento único de nossa história. A atual crise é palpável, pode ser sentida minuto a minuto", afirmou.

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