Quatro inquéritos da Lava Jato são redistribuídos

Investigações que incluem deputados do PT, PR, PP, PMDB, ex-ministro e ex-parlamentares não têm relação direta com desvios na Petrobrás

Isadora Peron, Breno Pires e Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2017 | 20h40

BRASÍLIA - Quatro inquéritos abertos contra deputados com base na delação de executivos da Odebrecht foram redistribuídos e não vão mais ficar sob a relatoria do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

A distribuição foi autorizada nesta quarta-feira, 21, pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, após o próprio Fachin apontar que essas investigações não tinham relação direta com os desvios na Petrobrás.

Dois inquéritos têm como alvo o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP). Um deles, em que o petista é investigado conjuntamente com o deputado João Carlos Bacelar (PR-BA), o ex-deputado Cândido Vaccarezza e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, vai ficar sob a relatoria do ministro Ricardo Levandowski. O grupo é acusado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por supostamente terem recebido propina da Odebrecht para favorecê-la com investimentos da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.

No outro, em que líder petista responde por suposto recebimento de recursos da empreiteira em troca de favorecimento no Congresso, vai ficar com o ministro Luiz Fux.

O ministro Dias Toffoli foi sorteado para ficar com dois inquéritos: um que investiga se o deputado Júlio Lopes (PP-RJ) recebeu propina entre 2008 e 2014 referente às obras do metrô do Rio; e outro que tem como alvo o deputado Daniel Vilela (PMDB-GO), junto com o pai, o ex-senador Maguito Vilela. Eles são acusados de ter recebido doações eleitorais via caixa 2.

Pelo menos outros três inquéritos da delação dos executivos da Odebrecht também já foram distribuídos, como um do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), que investiga se a empreiteira repassou R$ 6 milhões em vantagens indevidas da Odebrecht ao grupo político do tucano nas eleições de 2014.

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