Quatro depoentes faltam e esvaziam CPI do Cachoeira

O presidente da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), afirmou nesta terça-feira que os quatro depoentes marcados para falar hoje não compareceram à sessão. A única esperada de fato era a empresária Ana Cardozo de Lorenzo, sócia de um instituto de pesquisa contratado pela campanha de 2010 do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), mas ela não compareceu à comissão.

RICARDO BRITO, Agência Estado

03 de julho de 2012 | 12h25

A empresa de Ana Cardozo recebeu pagamento em cheques da empresa Alberto & Pantoja, apontada como integrante do esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Segundo o presidente da CPI, o advogado da empresária pediu ontem à noite para adiar o depoimento sem apresentar justificativa. Vital negou pedido de adiamento, mas, mesmo assim, a convocada não compareceu.

Outro convocado, o policial federal aposentado Joaquim Gomes Thomé Neto enviou um atestado médico à comissão pedindo o adiamento de seu depoimento. Thomé Neto foi submetido no final do mês passado a um cateterismo. O policial, que também conseguiu salvo-conduto do Supremo Tribunal Federal (STF), é apontado como suspeito de realizar escutas telefônicas clandestinas para o grupo do contraventor.

A terceira pessoa prevista para depor, Rosely Pantoja, não foi localizada pelos policiais legislativos. Responsável pela Alberto & Pantoja, Rosely seria uma laranja do esquema de Cachoeira. A polícia também não localizou o ex-presidente do Departamento de Trânsito (Detran) de Goiás Edivaldo Cardoso de Paula. Ele teria sido indicado para o cargo por Cachoeira.

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