Quase 60 mil brasileiros são vítimas do tráfico de pessoas por ano, diz SNJ

Maioria das vítimas são mulheres jovens de baixa renda, que são obrigadas a se prostituir

Efe,

18 de agosto de 2010 | 22h26

BRASÍLIA- A cada ano, cerca de 60 mil brasileiros são vítimas das redes internacionais de tráfico de pessoas e têm como principais destinos a Espanha, Portugal e Suíça, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 18, pela Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), ligada ao Ministério da Justiça.

 

A grande maioria das vítimas, segundo os dados oficiais, são mulheres de famílias de baixa renda com entre 18 e 25 anos de idade. Nos destinos, elas costumam ser obrigadas a se prostituir.

 

"Os traficantes mantêm o poder sobre elas, que devem as passagens, a estadia e a alimentação, fazendo com que se submetam ao que eles querem", disse coordenador nacional de enfrentamento ao tráfico de pessoas da SNJ, Ricardo Lins, à Agência Brasil.

 

A ONU diverge dos dados da secretaria e estima que 100 mil pessoas sejam vítimas do tráfico de pessoas no Brasil a cada ano.

 

Segundo Lins, as Nações Unidas incluem em sua estatística pessoas que deveriam ser catalogadas como imigrantes ilegais e não como vítimas do tráfico de pessoas.

 

De acordo com a Agência Brasil, a SNJ enviará neste semestre técnicos as estados do Acre, Ceará, Pará, Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco, São Paulo e Bahia para mapear o problema.

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