Quase 400 mil alunos comparecem ao provão

Cerca de 93% dos quase 400 mil alunos inscritos no Exame Nacional de Cursos (Provão) compareceram no último domingo aos locais de exame. Os que não fizeram a prova, se forem estudantes que pretendem se formar no fim deste ano, ficarão impedidos de retirar o diploma de conclusão de curso, conforme prevê a lei que criou o exame.No entanto, boa parte do contigente que se ausentou é formada por estudantes que já sabem que não vão se formar neste ano, afirma Tancredo Maia Filho, diretor de Estatísticas e Avaliação da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que é responsável pelo exame.A área que teve o maior índice de comparecimento foi medicina (98,9%). A menor foi economia, com 85,7%. Os cursos que estão sendo avaliados pela primeira vez em 2002 ficaram com índices de comparecimento na faixa dos 90%, como é o caso de arquitetura (92,2%), história (93,7%), enfermagem (97,5%) e ciências contábeis (92,1%).Com exceção do Distrito Federal, todos os Estado registraram taxas de comparecimento acima de 90%. No DF, 84,5% dos inscritos fizeram o Provão. O Estado que registrou a taxa de comparecimento mais elevada foi Rio Grande do Norte, 97,3%. Em São Paulo a taxa foi de 91,9%.Quando se faz a comparação entre as regiões do País, percebe-se que o Sul teve o índice mais alto: 94,1%. Na seqüência estão Norte (93,7%), Sudeste (92,8%), Nordeste (92,4%) e Centro-Oeste (92%). As provas e os gabaritos das provas de múltipla escolha estão disponíveis no site do Inep (www.inep.gov.br). A divulgação dos padrões de respostas das provas discursivas só deve ocorrer em julho.Os resultados do Provão de 2002 devem ser divulgados na última semana de novembro. Até lá, os dirigentes dos cursos avaliados vão receber seus resultados individuais. Os estudantes, de sua parte, vão receber em casa um boletim com a sua nota e a comparação em relação à média de seu curso, do Estado, da região e do País.Além dos 24 cursos que já fazem parte do Provão, o ministro da Educação Paulo Renato Souza disse neste domingo que está sendo avaliada a possiblidade de incluir outras seis áreas na avaliação, que é um dos principais mecanismos para medir a qualidade dos cursos de graduação no País.

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