Vivi Zanatta/AE
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'Quanto mais trabalhar, melhor', recomenda Lula a Dilma

Ministra se submete a um tratamento contra um câncer linfático e foi internada na terça com fortes dores

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo,

21 de maio de 2009 | 11h16

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afastou nesta quinta-feira, 21, a hipótese de a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ser afastada do cargo por causa do tratamento contra o câncer linfático ao qual ela se submete. "Eu falei com ela ontem (20) à noite e ela está bem. Quanto mais trabalhar, melhor para a saúde. Eu não sou médico, claro, mas ela vai continuar trabalhando", afirmou Lula.

 

Dilma deixou o hospital Sírio Libanês na quarta, após se recuperar de fortes dores nas pernas. Ela negou que as dores tenham relação com o ritmo de trabalho no ministério e atribui o seu estado de saúde a uma reação à redução brusca da cortisona em seu tratamento. "Cada um reage de um jeito. Eu tenho uma reação forte se tirar a cortisona", afirmou a ministra ao deixar o hospital.

 

Ela disse que os médicos farão agora uma "sintonia fina nos medicamentos" para que a quantidade de cortisona não caia bruscamente. "Os médicos fizeram os exames e chegaram à conclusão de que era isso e me repuseram (o medicamento) em doses bem menores para fazer o que eles chamam de desmame, ou seja, a retirada lentamente."

 

Dilma admitiu que está usando peruca por causa da perda de cabelos em consequência da quimioterapia. "Estou usando uma peruquinha básica, como vocês podem notar. Quando o cabelo crescer um pouquinho, vou tirar porque é muito chato mesmo."  

 

Dilma estava internada desde a última terça-feira. A ministra se trata de um câncer linfático e passou por uma série de exames, entre eles ressonância magnética, que revelaram que as dores eram provocadas por uma miopatia, inflamação nos músculos em razão da quimioterapia a que vem sendo submetida.

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