Eraldo Peres/AFP
Eraldo Peres/AFP

'Quando você ultrapassa limites da lei, instabiliza o País', diz Temer

Presidente não falou sobre denúncia na Câmara, mas disse que o caminho para enfrentar problemas é 'não ter medo'

Fabrício de Castro e Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2017 | 11h47

BRASÍLIA - Sem falar diretamente sobre a denúncia que tramita na Câmara dos Deputados por corrupção passiva, o presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira, 11, que "ultrapassar os limites da lei" traz instabilidade ao País. Ainda segundo o peemedebista, o caminho para enfrentar problemas é "não ter medo".  

"Quando você ultrapassa os limites da lei, você instabiliza o País. A ordem jurídica precisa ser cumprida, passo por passo", afirmou Temer, durante evento de lançamento do Plano Safra 2017/2018 do Banco do Brasil.

Ainda segundo o presidente, que voltou a defender as reformas, seu governo trabalha pelo Brasil e o caminho para enfrentar problemas é "não ter medo". "Temos que fazer (reformas) com pressa, mas com responsabilidade", ponderou. "Não há atos irresponsáveis." A reforma trabalhista é votada nesta terça-feira, 11, no Senado. 

O presidente citou de forma genérica "alguns protestos" contra o governo e afirmou que "a caravana vai passando". Segundo Temer, o governo "está colocando o trem nos trilhos para que quem chegar em 2019 possa pegar a locomotiva com os trilhos no lugar".

Temer falou sobre o que considera conquistas no seu governo e disse que buscará a estabilidade, com o apoio do Congresso. Ele citou que a inflação está sob controle e afirmou que, em artigo recente publicado na imprensa, houve quem avaliasse que a deflação registrada em julho era um problema. "Criticaram pela deflação. Mas a caravana deve continuar a passar", afirmou.

Segundo o presidente, o País tem pressa "porque o povo não pode perder um minuto sequer do caminho do crescimento". "Desempregados não podem perder nem mais um minuto sem carteira assinada. A reforma trabalhista é um desafio que ficou parado por décadas", lembrou o peemedebista. 

 

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