Quando Lula quiser, vou ao encontro dele, afirma Campos

Provável candidato em 2014, o governador de Pernambuco nega que exista conversa marcada com o ex-presidente para tratar das eleições presidenciais

Angela Lacerda - O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2013 | 11h14

RECIFE - Provável candidato à presidência da República, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) afirmou nesta quinta-feira, 15, que não tem encontro marcado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir a disputa presidencial, mas que aceita conversar quando o petista quiser.

"Quem vai ao encontro dele sou eu e vamos discutir o assunto que ele desejar discutir", afirmou Campos, ao antecipar não ter respostas nem decisões a dar sobre a eleição de 2014. "Ele sabe disso, há no PSB o entendimento de caráter geral que as decisões sobre o quadro eleitoral vão ser tomadas em 2014."

Lula manifestou em entrevista, em Brasília, nessa terça-feira, 13, a intenção de conversar com o pernambucano sobre as próximas eleições e defendeu que ambos estejam no mesmo palanque pela reeleição da presidente Dilma Rousseff. Campos, em nota divulgada nessa quarta, 14, evitou o assunto: "O presidente Lula sabe que as forças políticas podem perseguir objetivos comuns tendo cada uma seu candidato, a trajetória dele comprova isso, o importante é haver o respeito".

Após inaugurar nesta manhã um terminal integrado de transportes, em Olinda, o governador reiterou que conversar com Lula não é notícia. "A gente conversa, isto é completamente natural", observou. "Algumas conversas vocês sabem outras não sabem, por serem por telefone ou em encontros não previamente agendados", disse.

"Vou falar com o presidente Lula tantas vezes que ele ache que precisa trocar ideias ou que eu achar que devo procurá-lo para ouvir sua opinião, opinião que sempre levei muito em conta", completou Campos.

O governador reafirmou a relação de amizade mantida com o ex-presidente, que vai além das "idas e vindas da política" e, indagado se aceitaria ser candidato a vice numa eventual chapa encabeçada por ele, repetiu: "não estamos conversando sobre 2014".

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