Quadro de saúde de Genoino melhorou, mas não há previsão de alta

Boletim médico pondera que parlamentar condenado no processo do mensalão 'ainda manteve picos hipertensivos' e permanecerá internado

Ricardo Della Coletta, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2013 | 19h39

BRASÍLIA - O quadro de saúde do deputado federal licenciado José Genoino (PT-SP) evoluiu nas últimas 24 horas, com melhora dos parâmetros de coagulação sanguínea, segundo boletim médico divulgado há pouco pelo Instituto de Cardiologia do Distrito Federal. O documento pondera que o parlamentar condenado no processo do mensalão "ainda manteve picos hipertensivos" no período. Um novo boletim médico deve ser divulgado amanhã.

Genoino permanecerá internado para observação e não há previsão de alta, segundo a assessoria de imprensa do hospital. Nas últimas 24 horas, ainda de acordo com o documento, foram ajustadas as doses dos medicamentos para o tratamento da hipertensão arterial do deputado.

O Instituto de Cardiologia também informou que a avaliação pela qual o parlamentar passou nesta tarde, realizada por uma junta médica designada pela Justiça, durou duas horas e meia, das 14h às 16h30.

A análise do quadro de saúde do deputado pela junta foi solicitada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que quer saber se Genoino tem condições de cumprir sua pena na penitenciária ou se deverá ser encaminhado para o regime de prisão domiciliar.

Depois da avaliação, Genoino recebeu a visita de seu suplente, o deputado Renato Simões (PT-SP). O suplente disse que Genoino "demonstrou um ânimo melhor" do que no último encontro dos dois, na quarta-feira (20), quando o ex-presidente do PT ainda estava na Penitenciária da Papuda.

O comunicado anterior publicado pelo Instituto de Cardiologia sobre Genoino foi divulgado ontem e descartou a possibilidade do deputado licenciado ter sofrido enfarte do miocárdio na Papuda, na quinta-feira (21), quando ele foi trazido ao hospital.

Simões argumentou que Genoino tem "problemas cardíacos gravíssimos" e que é necessário acompanhamento médico permanente para analisar suas condições sanguíneas. "É necessário monitorar de forma quase que permanente as suas condições sanguíneas, para adequar a cada mudança na densidade do sangue a dieta e a dosagem de medicamento", justificou, para argumentar que não é possível fazer esse tipo de acompanhamento na prisão.

Genoino, segundo seu suplente, está "confiante" que a junta médica que o avaliou hoje comprovará a necessidade que ele fique em prisão domiciliar.

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