PV 'recolhe' Marina para replanejar campanha

Candidata se afasta de compromissos públicos por três dias para buscar fórmula de tornar propostas mais claras e um discurso mais intenso e direto

Roldão Arruda/SÃO PAULO - O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2010 | 00h01

A candidata do PV à Presidência, senadora Marina Silva, ficará afastada de compromissos públicos por três dias, reservando sua agenda para atividades internas. Boa parte do tempo será destinada ao planejamento da campanha eleitoral, que começa oficialmente dia 6. Busca-se uma fórmula capaz de deixar mais claras as suas propostas de governo.

 

“Com as limitações da fase de pré-campanha, a Marina não pôde até agora apresentar de maneira clara as suas propostas, nem explicitar as questões que a diferenciam dos outros candidatos”, diz o coordenador da campanha, João Paulo Capobianco. “Vamos sair de uma fase reativa, marcada por entrevistas e convites para debates e eventos, e passar para uma fase propositiva."

 

A nova etapa da campanha deverá ganhar um tom mais intenso e direto – com o intuito de mostrar ao eleitor que o modelo de desenvolvimento em curso no País está ultrapassado. “Não será um discurso oposicionista, mas de interrupção do continuísmo, deixando de lado a visão de crescimento econômico a qualquer preço, para adotar a proposta de crescimento sustentável”, explica Capobianco.

Os compromissos públicos de Marina foram suspensos ontem e devem ser retomados na segunda-feira. Segundo Maurício Brusadin, presidente do PV em São Paulo, a interrupção também assinala o fim da fase de consolidação das candidaturas nos Estados. “O PV é o partido com mais candidatos a governos já sacramentados. São 12 até agora e o número vai aumentar”, afirma.

 

Embora as pesquisas sobre intenção de voto indiquem a estabilização da candidata, com um índice na faixa de 9%, os coordenadores da campanha estão otimistas. “A grande vitória até agora foi a consolidação de Marina como candidata. Digo vitória porque a tendência inicial era encaminhar a eleição para uma espécie de plebiscito, oferecendo ao leitor apenas dois candidatos, respaldados por dois grupos de partidos políticos”, observa Capobianco. “A Marina reverteu essa tendência, é reconhecida e não pode ser ignorada pelos veículos de comunicação nem pelas entidades que organizam os debates eleitorais.”

 

Para Alfredo Sirkis, que também faz parte da coordenação, a campanha de verdade começa depois da Copa do Mundo.

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