PV aposta na TV para alavancar candidatura de Marina

A senadora Marina Silva, do Acre, deve ocupar quase integralmente o programa político do PV, que será exibido hoje à noite em rede nacional de televisão. Os verdes querem aproveitar os dez minutos disponíveis no horário nobre de audiência para tornar mais conhecida sua virtual candidata à Presidência e turbinar seu avanço nos índices de pesquisas eleitorais.

AE, Agencia Estado

04 de fevereiro de 2010 | 13h02

De acordo com avaliação interna do PV, tendo em conta a sondagem mais recente, realizada pelo Instituto Sensus e divulgada nesta semana, as intenções de voto em Marina crescem de forma sustentada, mas em ritmo mais lento do que o desejável. Na pesquisa anterior do mesmo instituto, de novembro, a senadora tinha 5,9% dos votos do eleitorado pesquisado. Agora apareceu com 6,8%, o que significa uma oscilação inferior a 1%. Ela ocupa a quarta posição entre os prováveis candidatos, atrás de José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Ciro Gomes (PSB).

No programa, Marina deverá falar sobre educação e dos seus esforços para aprender a ler e escrever. Ela só foi alfabetizada aos 16 anos de idade e quase desistiu de retornar à escola após o primeiro dia de aula por causa de um mal-entendido. Segundo a narrativa da senadora, ao ouvir seu nome na hora da chamada ela se levantou e foi até a mesa da professora, que se irritou e disse: "Você é abestada, menina? Chamada é pra responder presente."

Humilhada, a adolescente pensou em não mais voltar à escola. Mas acabou concluindo que, se não estudasse, corria o risco de ser chamada de "abestada" pelo resto da vida. Segundo Alfredo Sirkis, vice-presidente nacional do PV, ela voltou e aprendeu a ler e escrever em 15 dias. Esse foi o primeiro grande passo que deu na vida, deve dizer ela hoje aos eleitores.

A proposta dos produtores do programa é dar um ar coloquial à conversa da provável candidata com o eleitorado e valorizar sua história de vida. "A maioria da população não conhece a Marina nem sua história", diz Sirkis. "De modo simples, sem o esquema das superproduções que vemos por aí e que pasteurizam os candidatos, ela vai falar diretamente com o espectador, olho no olho." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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