Puccinelli pede a servidores para que não acionem Justiça

Afirmando ser uma "súplica" o pedido para que os servidores não entrem na Justiça para receber os salários referente a dezembro último, o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, disse nesta sexta-feira, que o Estado está sob ameaça de um novo bloqueio de contas junto aos bancos do Brasil e Caixa Econômica Federal. Puccinelli falou com 50 líderes sindicalistas da categoria, revelando que as dívidas que também impõem risco de intervenção federal no Estado, somam R$ 479,4 milhões. "Não tenho como pagar os salários de dezembro antes dos próximos 30 dias", ressaltou. Ele prometeu pagar os salários em seis parcelas, com a primeira vencendo dia 25 de fevereiro, o que foi prontamente rejeitado pelos sindicalistas. A segunda proposta, o pagamento de salários inferiores a R$ 1 mil e o parcelamento dos demais, também não foi aceita. A folha líquida de dezembro é de R$ 135,9 milhões e o valor bruto é de R$ 189 milhões. O valor bruto do salário de janeiro, pago em fevereiro, é de R$ 180 milhões, e líquido, de R$130 milhões. Uma terceira saída seria emprestar o dinheiro, mas o pagamento teria que ser feito em seis parcelas sem juros, forma rejeitada pelo BB. Existiria ainda a possibilidade de vender a carteira de contas dos servidores, como forma de pressionar o BB, que em 2005 pagou R$ 65 milhões para continuar administrando as contas do MS. Mas, o governo terá que pagar quatro parcelas de quase R$ 13 milhões pelos quatro anos que restam do contrato. Diante desse quadro, a situação ficará indefinida até sábado, quando será apontada a solução definitiva.

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