Puccinelli diz que tomará posse em situação calamitosa

O governador eleito de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), afirmou, nesta segunda-feira, que vai receber o Estado em situação calamitosa, no dia no próximo 1º. de janeiro. "São R$ 6,173 bilhões da dívida com a União, R$ 852 milhões de precatórios, e quase R$ 500 milhões de dívidas em curto prazo. Tudo isso e mais alguma coisa perfazem déficit operacional de R$ 30 milhões por mês", ressaltou.Além de redução no número de secretarias, terceirização de serviços e cargos de confiança, até mesmo a distribuição de cestas básicas do programa Segurança Alimentar, aos sem-terra acampados no Estado, está na mira dos cortes de despesas.Paralelamente, serão desenvolvidas vistorias contábeis e fiscais, em pontos como os créditos presumidos outorgados em ICMS de empresas, que não foram contabilizados pelo Governo do Estado. Haverá também redução nos repasses destinados ao Judiciário, Assembléia Legislativa e Ministério Público Estadual.Puccinelli esclareceu não ter prazo definido para contornar a situação. Segundo adiantou, "a renegociação da dívida com o governo federal é fundamental para iniciarmos o desenvolvimento do Estado". Os deputados federais do PT, Vander Loubet e Antônio Carlos Biffi, participaram da entrevista do governador eleito à imprensa. Na ocasião, disseram que a luta pela renegociação da dívida é de todos, sem cor partidária.Biffi defendeu o governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, afirmando que "a situação calamitosa do MS não é culpa do PT e muito menos do governador. É herança do governo anterior ao do PT".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.