Puccinelli culpa Funai por impasse com índios guarani caiová em MS

Governador do estado disse que, se fosse presidente da República, já teria extinto a fundação

Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo

30 de outubro de 2012 | 17h33

BRASÍLIA - O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), responsabilizou a Fundação Nacional do Índio (Funai) pelo impasse resultante da decisão de 170 índios de uma aldeia guarani caiová de resistirem à ordem judicial de despejo da fazenda que ocupam no Estado. Puccinelli disse que, se fosse presidente da República, já teria extinto a fundação por causa de sua "ineficiência e incompetência". "A Funai não faz porcaria nenhuma".

Ele disse não acreditar na ameaça de os índios se matarem se forem retirados à força da área. "Os índios, nós estamos mantendo vivos, apesar de talvez nós morrermos antes deles", afirmou. O governador disse que é o Estado, e não a Funai, que sustenta os índios de Mato Grosso do Sul, com doação de cestas básicas.

Impasse. A aldeia guarani caiová, com cerca de 170 índios, está em uma área de 2 hectares de mata ilhada entre um charco e o leito do Rio Hovy, na divisa da Reserva Sassoró com a Fazenda Cambará, propriedade de 700 hectares no município de Iguatemi, sul de Mato Grosso do Sul. A presença do grupo nessa área foi decretada ilegal pela Justiça Federal há um mês e os indígenas foram condenados a deixar o local. Mas eles se negam a sair e prometem resistir à ordem judicial de despejo.

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