PTN é o primeiro partido da base aliada a romper com o governo

Sigla afirma que adotará posição de independência a partir de agora

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2017 | 14h54

Brasília - Com uma bancada de 13 deputados, o PTN foi o primeiro partido da base aliada a anunciar oficialmente, nesta quinta-feira, o rompimento com o governo Michel Temer. Em carta assinada pela presidente nacional do partido, deputada Renata Abreu (SP), e pelo líder da legenda na Câmara, deputado Alexandre Baldy (GO), a sigla afirma que assumirá posição de "independência" em relação ao governo.

"O Podemos (novo nome do PTN) e sua bancada na Câmara dos Deputados anunciam a sua saída do bloco parlamentar composto pelo PP e PT do B (outros partidos da base aliada), assumindo posição de independência do governo federal", afirmaram Renata e Baldy na carta. Ao Estado, a presidente do PTN informou que o partido deverá entregar todos os cargos que possui atualmente no governo Temer.

O principal deles é a presidência da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). O partido ganhou o comando do órgão durante a votação da reforma trabalhista na Câmara, em abril. Deputados da sigla ameaçaram votar contra a proposta, se não conseguissem o comando da fundação. O presidente Michel Temer, então, cedeu à pressão e deu o comando do órgão ao PTN.

Renata Abreu afirmou que o partido aguardará a divulgação dos áudios contra Temer que teriam sido gravados pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, para decidir que posição adotará: se defenderá a renúncia ou a cassação do presidente. Como revelou ontem o jornal O Globo, em um dos áudios, Temer foi gravado dando aval para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

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