PTB se mobiliza para aumentar quadro de filiados

O PTB abriu a temporada de caça para aumentar o quadro de filiados com vistas às eleições de 2002. O partido está prestes a conseguir a filiação de três senadores e um ex-senador, aumentando a sua bancada de dois para cinco e ganhando uma vaga na mesa diretora da Casa. O presidente nacional do PTB, deputado José Carlos Martinez (PTB-PR) não confirmou os nomes, mas sabe-se que as negociações envolvem o primeiro-secretário do Senado, Carlos Wilson (PPS-PE), dos senadores Carlos Patrocínio (sem partido-TO), e Lindberg Cury (PSDB-DF), além do ex-senador José Roberto Arruda (sem partido-DF).As negociações não param pelo Senado. O partido está conversando com mais 10 deputados federais e 15 prefeitos. "O PTB passa hoje por uma fase excepcional e está com grandes chances de chegar à presidência da República, com Ciro Gomes", comemora Martinez. O único senador que admitiu as conversas foi Carlos Patrocínio. "Eu fui um dos fundadores do partido em Tocantins e minha primeira eleição para o Senado foi pelo PTB, em 1988", recorda o ex-pefelista. Patrocínio confirma que as conversas com Martinez estão bem adiantadas e as chances de ele voltar à legenda são enormes. "O PTB está em um momento ascendente, com chances inclusive de indicar um nome para vice de Ciro nas eleições para presidente" afirma. Dentre os sondados, Carlos Wilson é o que poderá trazer, nesse primeiro momento, mais vantagens políticas para o partido.Primeiro-secretário da Mesa, cargo que controla todo o orçamento do Senado e de seus membros, Wilson ficou em situação desconfortável dentro de seu partido após o senador Roberto Freire (PPS-PE) ter se lançado como candidato natural do partido ao Senado em 2002, ano em que também termina o mandato de Wilson.Com atuação destacada nas investigações da violação do painel eletrônico do Senado, Wilson chegou também a ser sondado pelo presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, para que se filiasse à legenda. Mas a estrutura do partido e todas as divisões internas podem empurrá-lo, de fato, para o PTB. A situação de Lindberg e Arruda segue a linha do filie um e leve dois. Desde que pediu desligamento do PSDB, após a descoberta de seu envolvimento na violação do painel, Arruda está fora da vida política. "O PTB e o PFL são as duas legendas com as quais ele tem conversado com mais freqüência", confirmou um assessor de Arruda, que trabalha atualmente com Lindberg, suplente que assumiu após a renúncia do ex-líder do governo no Congresso. "Como ambos são bem ligados, a tendência é que se filiem ao mesmo partido, ou pelo menos, a partidos que possam se coligar nas eleições de 2002", confirmou o assessor.

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