PTB já tem candidato para eleição indireta no DF

Darlan Rodrigues registrou a candidatura na última sexta-feira; Arruda ainda pode anular decisão

Carol Pires, da Agência Estado

22 de março de 2010 | 11h41

A eleição indireta que pode eleger o novo governador do Distrito Federal já tem um candidato: Darlan Rodrigues, do PTB, que registrou na última sexta-feira, 19, a própria candidatura. A eleição indireta ainda não tem data marcada e pode nem ocorrer, caso o governador cassado, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), consiga reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que lhe tirou o mandato.

 

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https://www.estadao.com.br/estadao/novo/img/icones/mais_azul.gifCâmara do DF discute regras da eleição indireta para governador

 

Na eleição indireta, pode se candidatar ao governo qualquer cidadão brasileiro filiado a partido político, com domicílio eleitoral no Distrito Federal, em pleno exercício dos direitos políticos e que tenha no mínimo 30 anos de idade.

 

A Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal está reunida nesta segunda-feira, 22, desde às 10 horas, para decidir os critérios e o calendário da possível da eleição indireta. Pela decisão do TRE-DF, o pleito precisa ocorrer até dia 17 de abril. Para isso, os deputados distritais precisam aprovar, em segundo turno, uma proposta de emenda à lei orgânica que determina a eleição indireta para eleger governador e vice em vacância nos últimos dois anos de governo.

 

Atualmente, a lei orgânica prevê uma linha sucessória para ocupar o cargo de governador, composta pelo vice-governador, o presidente da Câmara Legislativa, o vice-presidente da Câmara, e o presidente do Tribunal de Justiça. Como José Roberto Arruda teve o mandato cassado e o ex-vice-governador Paulo Octávio renunciou, seria Wilson Lima (PR) o governador até o final do ano. Lima, que era o presidente da Câmara Legislativa, está no governo interinamente desde a renúncia de Paulo Octávio.

 

O tribunal eleitoral cassou o mandato de Arruda por infidelidade partidária porque ele se desfiliou do DEM em dezembro, após o partido ter anunciado que o expulsaria caso não renunciasse ao cargo. O governador cassado é acusado, em inquérito policial, de comandar um esquema de corrupção no governo local, conhecido como "mensalão do DEM". Ele está preso há pouco mais de um mês por tentativa de suborno de uma das testemunhas do esquema.

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