PTB e PMDB não fecharam acordo sobre cargos na CPI, diz Gim

Senador confirmou que a orientação do governo é de que a base aliada imponha a maioria na CPI da Petrobras

Agência Brasil

26 de maio de 2009 | 14h40

O líder do PTB no Senado, Gim Argello (DF), negou nesta terça-feira, 26, que o seu partido e o PMDB tenham fechado acordo com o Democratas para que o senador ACM Júnior (DEM-BA) viesse a ocupar a presidência da CPI da Petrobras.

 

A partilha dos cargos de presidente e relator da comissão foi discutida na segunda-feira em reuniões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com Gim Argello e com o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL).

 

"Existia um acordo com a oposição para que o (José Sergio) Gabrielli viesse nesta quarta-feira para participar de audiência pública (em que prestaria informações sobre as denúncias de corrupção na Petrobras). Esse acordo foi feito na terça-feira passada. Comigo não foi falado o nome do senador ACM Júnior para a presidência da CPI", afirmou o petebista.

 

Gim Argello confirmou que a orientação do governo é de que a base aliada imponha a maioria na comissão e fique com a relatoria e com a presidência. Gim lembrou que no governo de Fernando Henrique Cardoso nenhuma CPI foi partilhada com a oposição, na época, o PT.

 

"Estamos colocando a maior empresa brasileira em suspeição. Temos que ter muito cuidado."

 

O mais importante agora, para o parlamentar, são as indicações que os partidos farão para a composição da CPI. "Quem for (escolhido) tem que ter responsabilidade nessa investigação".

 

Hoje ocorrerão várias reuniões entre partidos da base aliada e oposição, e a expectativa do petebista é de que até o fim do dia sejam indicados os nomes para

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