João Ricardo/PTB
João Ricardo/PTB

PTB desiste de Cristiane e vive impasse sobre indicação ao Ministério do Trabalho

Maioria dos atuais deputados cogitados para o cargo pretende disputar a reeleição, o que deixa o partido com poucas possibilidades de escolha

Isadora Peron, Daiene Cardoso e Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

20 Fevereiro 2018 | 15h33

BRASÍLIA  - O presidente do PTB, Roberto Jefferson, desistiu de indicar a filha, a deputada Cristiane Brasil (RJ), para o Ministério do Trabalho. Agora, o partido vive um novo impasse: quem indicar para o cargo. O principal problema é que a maioria dos atuais deputados pretende disputar a reeleição, o que deixaria o partido com poucas possibilidades de escolha, já que o prazo para desincompatibilização está cada vez mais próximo: 7 de abril.

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Cristiane vai trabalhar para que o ministro interino, Helton Yomura, ligado a ela, seja efetivado no cargo, mas essa opção enfrenta resistência dentro da bancada na Câmara.

Um dos nomes que ganharam força nas últimas semanas foi o do deputado Jorge Côrte Real (PE). Ele, no entanto, afirmou ao Estado que pretende disputar a reeleição e que não teria como permanecer à frente do ministério apenas por um mês.

Essa é a mesma situação do deputado Alex Canziani (PR), que também está sendo cotado para a vaga, mas não quer abrir mão de disputar a eleição. Sobram, portanto, poucos nomes na bancada que não tenham ambições eleitorais. Um deles é o deputado Sérgio Moraes (RS), que ficou conhecido por "se lixar para a opinião pública", o que poderia gerar um novo desgaste para o partido.

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Outro é o do deputado Josué Bengtson (PA), mas ele também já teria sinalizado que não está muito disposto a assumir o ministério. Além deles, há Pedro Fernandes (MA), que não deve concorrer a nenhum cargo, mas teve o nome vetado pelo ex-presidente José Sarney por questões políticas no Maranhão.

Jefferson e Cristiane devem se reunir com o presidente Michel Temer para discutir um novo nome nesta semana. Uma reunião com a bancada da Câmara também deve ser realizada.

Na semana passada, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a competência para julgar o caso é da Corte, e não do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que havia liberado a posse de Cristiane como ministra. Na prática, até que o plenário do Supremo julgasse o caso, a deputada ficaria impedida de assumir o ministério.

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