PTB convida filho de Lobão para se filiar ao partido

Convidado a se retirar do DEM, o suplente de senador Edison Lobão Filho (MA), filho e substituto no Senado do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, recebeu sinal verde para se filiar ao PTB. O convite foi feito pelo presidente do diretório petebista no Maranhão, deputado Pedro Fernandes, e avalizado pelo presidente nacional do partido, Roberto Jefferson. O convite foi dirigido também à mãe de Lobão Filho, a deputada Nice Lobão (DEM-MA). Mesmo antes de ouvir o pedido de Jefferson para os receber, o líder da legenda no Senado, Epitácio Cafeteira (MA), disse que eles seriam bem-vindos."Ninguém nega a entrada no partido", alegou, comemorando o aumento da bancada de sete para oito senadores, caso Lobão Filho, mais conhecido como Edinho, resolva mesmo ignorar o apelo de parte da bancada do PMDB para renunciar. A presença dele na sigla é vista por senadores como um fator de risco para o ministro de Minas e Energia, que poderia ser envolvido nas denúncias que pesam sobre o filho. Para Cafeteira, o fato de não ter sido julgado anula qualquer resistência contra Lobão Filho.Outro suplente com dificuldades na Justiça, senador Gim Argello (DF), também é do PTB. O corregedor da Casa, Romeu Tuma (SP), que ameaçou investigar Lobão Filho, mudou-se em outubro para a agremiação, quando se desligou do DEM. Já o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) aderiu à bancada em 2007, após sair do PRTB. A bancada petebista no Senado é formada ainda pelos senadores Mozarildo Cavalcanti (RR), João Vicente Claudino (AL) e Sérgio Zambiasi (RS). Marcado para hoje, o pedido de desligamento de Lobão Filho ao presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), ficou para os próximos dias. A assessoria do suplente de senador informou que ele preferiu adiar o encontro e a posse para tratar de assuntos pessoais no Estado e porque estava convencido que não encontraria ninguém no Congresso hoje, uma segunda-feira. A defesa dele, de acordo com a assessoria, continua a mesma: a de que teria se limitado a transferir as ações na empresa Bemar, devedora de milhões ao Fisco, para a pessoa que o ex-sócio indicou, sem saber se tratar da empregada doméstica.

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