PT vê perseguição contra Marta

Para partido, iniciativa da AMB de apontar candidatos que são alvo de processo favorece adversários

Clarissa Oliveira, Ricardo Brandt e Silvia Amorim, O Estadao de S.Paulo

24 Julho 2008 | 00h00

A direção do PT afirmou ontem que a ex-ministra Marta Suplicy tornou-se alvo de uma "perseguição", com a iniciativa da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) de divulgar a lista dos candidatos com ficha suja. O partido, que avalia a possibilidade de entrar na Justiça contra a entidade, considerou que a relação dá munição a candidatos que queiram criar um clima de "vale-tudo" na eleição. "É uma perseguição à candidata Marta e a outras candidaturas", disse o presidente municipal do PT, José Américo Dias. Ele ressaltou, entretanto, que não vê chance de Marta ser prejudicada. "O povo não se deixa levar por isso." Ontem, a equipe de Marta já havia começado a levantar informações para uma eventual ação na Justiça contra a AMB. Ainda assim, a campanha petista avaliava se seguiria adiante com o processo. Enquanto isso, Marta evitava falar no assunto, sob o argumento de que caberia à coligação responder. Na visita que a petista fez à zona leste da cidade, a tarefa de comentar o caso ficou por conta do vice, Aldo Rebelo (PC do B). "Na campanha, quem está atrás sempre vai criticar quem está na frente." O candidato do PP à prefeitura, Paulo Maluf, é o primeiro da lista da AMB. ADVERSÁRIOS Ontem, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM) defenderam a divulgação da lista. "Sou a favor de que a população e os eleitores tenham todas as informações possíveis em relação a todos os candidatos, são informações públicas", disse Kassab, que evitou atacar diretamente adversários. Apesar de defensor da divulgação, Kassab criticou qualquer punição eleitoral contra os envolvidos. "Sou contra a suspensão de candidatura de quem não tenha sido punido definitivamente", afirmou. Sua equipe, porém, não poupou os adversários. No site de campanha, a manchete ontem era um recorte de todos os jornais e sites com as chamadas sobre a aparição dos candidatos do PT e do PP na lista. "Não vejo nenhum problema, sendo feita a ressalva de que às condenações cabem recursos. O que for transparente eu sou favorável", disse Alckmin.

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