Rafael Arbex / ESTADAO
Rafael Arbex / ESTADAO

PT vê ato 'golpista' em panelaço contra Dilma

Para dirigentes do partido, reação ao pronunciamento da presidente é movimento isolado da 'burguesia e da classe média alta' e conta com 'financiamento' da oposição

O Estado de S. Paulo

09 de março de 2015 | 09h52

Atualizado às 10h11

São Paulo - Dirigentes do PT avaliaram o panelaço registrado em redes sociais durante o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, nesse domingo, 8, como uma "orquestração com viés golpista" e, para eles, a mobilização indica o "financiamento de partidos de oposição". As declarações são do secretário nacional de Comunicação do PT, José Américo Dias, e do vice-presidente, Alberto Cantalice, publicadas em uma notícia no site oficial da legenda, no início da madrugada desta segunda-feira, 9.

Durante os 16 minutos do pronunciamento de Dilma, transmitido em rede nacional na noite desse domingo, 8, houve registros de xingamentos, panelaços e buzinaços em algumas cidades, como Brasília, Rio, Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte. Em São Paulo, houve relatos em bairros como Higienópolis, Perdizes, Aclimação, Ipiranga, Lapa, Moema, Vila Mariana, Mooca e Santana.

Na avaliação dos dirigentes petistas,  as manifestações foram realizadas por "por moradores de bairros de classe média" e "fracassaram". “Mas foi um movimento restrito que não se ampliou como queriam seus organizadores”, diz José Américo.

 

 

A presidente Dilma Rousseff usou o pronunciamento em rede nacional pelo Dia Internacional da Mulher para fazer uma defesa ao ajuste fiscal e pedir "paciência" e "compreensão" dos brasileiros porque, segundo ela, a atual situação é "passageira".

Antes da transmissão, na tarde de domingo, grupos pró-impeachment de Dilma espalharam mensagens via celular convocando a manifestação. Nas redes sociais, os grupos Vem Pra Rua e Revoltados On Line, por exemplo, fizeram chamados para o panelaço.

Sem mencionar nomes ou siglas, o secretário da legenda atribui o ato a partidos da oposição em razão do material disponibilizado na rede. “Tem circulado clipes eletrônicos sofisticados nas redes, o que indica a presença e o financiamento de partidos de oposição a essa mobilização”, afirma.

Cantalice, também ordenador das redes sociais do PT, comparou as reações contra a gestão petista às “Marchas da Família”, ocorridas durante o governo João Goulart, em 1964. "Existe uma orquestração com viés golpista que parte principalmente dos setores da burguesia e da classe média alta", diz.

 

 

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