PT vai disputar governo de São Paulo 'sozinho ou com alianças', diz Marinho

PT vai disputar governo de São Paulo 'sozinho ou com alianças', diz Marinho

Em evento no centro de São Paulo, ex-prefeito de São Bernardo do Campo deve ser confirmado como pré-candidato petista ao Palácio dos Bandeirantes

Camila Turtelli e Paula Reverbel, O Estado de S. Paulo

24 Março 2018 | 12h29

Pré-candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo, o ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho afirmou neste sábado, 24, a jornalistas que o partido deve disputar as eleições deste ano "sozinho ou com alianças". "Temos tamanho para sustentar a disputa", afirmou ele antes do início do 19º Encontro Estadual do PT , no centro de São Paulo, que irá definir as pré-candidaturas do partido ao governo do Estado e ao Senado.

Marinho, que preside o diretório estadual do PT e deve ser confirmado para disputar o governo, disse que o cenário de alianças ainda está indefinido e que há partidos que "dizem que vão, mas não vão". Ele afirmou ainda que o PDT, por exemplo, garantiu que não vai apoiar o vice-governador, Marcio França (PSB), que deve assumir o governo do Estado em abril e concorrer à reeleição em outubro. Segundo Marinho, PT de São Paulo deve buscar partidos "não-golpistas" para formar alianças.

O PT chega para as eleições deste ano enfraquecido depois de perder a maioria das suas prefeituras no Estado de São Paulo nas eleições de 2016 e com a possibilidade de uma eventual candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser barrada na Justiça Eleitoral.

Sobre os últimos capítulos em relação ao destino de Lula, Marinho destacou que houve uma pequena vitória na Justiça depois que o Supremo Tribunal Federal concedeu liminar que na prática impede a prisão do petista até 4 de abril, quando a Corte vai analisar o mérito do habeas corpus impetrado pela defesa.

Marinho disse esperar que "a Suprema Corte recoloque as águas no leito do rio, sem atropelo à Constituição". A frase é uma referência à discussão sobre se a prisão deve ser executada após o julgamento em segunda instância ou depois que encerrarem todas as possibilidades de recursos.

Sobre a chapa majoritária do PT em São Paulo, Marinho afirmou que o vereador Eduardo Suplicy deve ser aclamado candidato à primeira vaga do partido ao senado. Já em relação à segunda vaga, e a vice, ele afirmou que haverá uma disputa entre o ex-secretário municipal de Transporte Jilmar Tatto e a vereadora Juliana Cardoso, caso o partido não sele aliança com outras legendas. "A segunda vaga do senado estará disponível para o processo de composição, mas vamos já deixar resolvido quem será o candidato", disse.

Ainda durante a entrevista, Marinho agradeceu ao ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad por ter enviado um vídeo em apoio à sua candidatura ao governo do Estado, que será exibido hoje durante o encontro. Ele disse ainda que Haddad deverá ter pouca participação em sua campanha porque estará empenhado em organizar a do ex-presidente Lula. Nos bastidores, Haddad é visto como um possível substituto de Lula, caso a Justiça Eleitoral não autorize sua candidatura.

O encontro petista teve início na manhã deste sábado e deve seguir até o fim da tarde. O clima na Quadra dos Bancários, no centro de São Paulo, é de apoio a Lula e congratulações a Marinho, que é constantemente solicitado para selfies. 

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