PT vai dialogar com oposição a favor de eleição direta

Partido tenta mobilizar forças à esquerda e entidades civis para construir defesa por eleições diretas

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2017 | 21h46

O presidente nacional do PT disse nesta segunda-feira, 22, que a legenda vai procurar outros partidos para ampliar a pressão pela realização de eleições diretas para a eventual sucessão do presidente Michel Temer. A cúpula do partido não descarta, no entanto, a via da eleição indireta. “O PCdoB tamém já se decidiu por eleições diretas. Agora vamos procurar o PDT, PSB, PSOL e Rede”, disse Rui Falcão.

A decisão foi tomada depois de uma reunião com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para avaliar os cenários depois de ma possível queda de Temer.

Segundo ele, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo também foram orientadas a buscar outras entidades para somar nas mobilizações pelas "diretas já", como a Confederação Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), que já se posicionaram a favor da proposta, e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que decidiu pedir o impeachment do presidente.

Falcão admitiu que as manifestações por eleições diretas de domingo foram pequenas não só por causa da chuva, mas também pelo prazo estreito para mobilizações e porque, segundo ele, a população dá como certa a queda de Temer e, por isso, não sente necessidade de ir às ruas. “Não é tão fácil assim conquistar eleições diretas, mas temos que tentar”, disse ele.

De acordo com Falcão, embora Lula tenha traçado cenários de uma eleição indireta, a eventual escolha do substituto de Temer pelo voto popular ainda é a prioridade do partido.

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