PT tenta quebrar tradição carlista em Salvador

Na semana em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na Bahia para fortalecer as candidaturas do PT, a campanha na capital chegou ao nível mais alto de tensão. O candidato do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto, que resgatou a memória do avô, e o petista Nelson Pelegrino, amparado no prestígio de Lula e da presidente Dilma Rousseff, trocam acusações diariamente. Até o horário dos candidatos a vereador na TV tem sido usado para ataques.

LUCIANA NUNES LEAL, Agência Estado

17 de setembro de 2012 | 10h05

ACM Neto procura renovar o carlismo, movimento comandado durante quase 40 anos pelo governador e senador baiano Antonio Carlos Magalhães, morto em 2007. Pelegrino tenta levar o PT pela primeira vez à Prefeitura de Salvador. Nessa luta, as cotas raciais nas universidades e as greves dos professores e da Polícia Militar são as principais armas de Pelegrino e ACM Neto, respectivamente.

O PT lembra a ação do DEM no Supremo Tribunal Federal, que tentou barrar as cotas raciais na Universidade de Brasília, e acusa ACM Neto de ser contra as cotas. O candidato do DEM diz que sempre defendeu as cotas e responde com ataques ao governador Jaques Wagner (PT) e imagens da precariedade na educação e na saúde e do aumento na violência na capital.

Na disputa pelo governo da terceira maior cidade do País em população, com 2,7 milhões de habitantes, Pelegrino e ACM Neto discordam em quase tudo, mas têm dois pontos em comum. Eles fogem de qualquer vínculo com o prefeito João Henrique (PP), de quem já foram aliados em momentos diferentes. Com a popularidade em baixa - 5% de bom e ótimo e 72% de ruim e péssimo, segundo o Ibope -, Henrique se declara neutro na disputa. O PP está na coligação de Pelegrino, que soma 15 partidos, mas o prefeito diz ser mais atacado pelo PT do que pelo DEM. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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