PT tenta conter apetite por cargos dos aliados de Dilma

O comando de campanha da candidata da PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, iniciou uma operação emergencial para conter o apetite dos partidos coligados que, animados com os resultados das pesquisas sobre intenção de voto, já insistem em tratar da partilha do governo e dos principais cargos do primeiro escalão e das estatais, caso a petista vença a eleição.

AE, Agência Estado

24 de agosto de 2010 | 08h33

O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, também coordenador da campanha da ex-ministra, fez ontem apelo ao presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), candidato a vice na chapa de Dilma, para que o partido se abstenha de tratar da montagem do futuro governo. No domingo, reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo mostrou que o PMDB já planeja "partilhar os cargos meio a meio".

Segundo Dutra, Temer afirmou que está lutando para pôr ordem na casa e impedir qualquer ânimo mais exaltado pela busca dos cargos. "Ele (Temer) afirmou que o PMDB não está tratando desse assunto", disse Dutra. "Até leu uma nota em que comunica que o tema nunca foi negociado com o PT e que ninguém no PMDB está autorizado a falar qualquer coisa sobre esse assunto."

Pela manhã, Temer divulgou nota. "O PMDB se expressa pelo seu presidente", esclareceu Temer. "E é nessa qualidade que venho a público registrar que, em nenhum momento na aliança com o PT e demais partidos para as eleições presidenciais, houve qualquer negociação a propósito da participação no governo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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