PT teme ?jogo duro? de Dilma com a base

Integrantes dos dois setores do PT que disputam espaço no comando da pré-campanha do ex-ministro Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo reagiram com irritação à informação de que a presidente Dilma Rousseff pretende ?jogar duro? com a base e não usar cargos do governo para ajudar na composição de alianças na capital, revelada hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo.

FERNANDO GALLO, Agência Estado

07 de março de 2012 | 10h11

Segundo análise amplamente repetida por diversos dirigentes petistas, partidos como o PR e o PDT só serão atraídos para a campanha de Haddad caso seus pleitos ministeriais sejam contemplados. Nos bastidores, lembram que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (PSD) têm colocado as máquinas que comandam em funcionamento a favor do ex-governador José Serra (PSDB).

"Nosso problema se chama Dilma", diz um petista. "Os aliados estão dando em São Paulo, no ?filho da Dilma?, o troco que ainda não deram no Congresso".

Em público, no entanto, o tom é de comedimento ou até de defesa da atitude da presidente. "Temos feito conversas no âmbito municipal, mas todos os partidos têm pautas nacionais, que não estão sob nossa governabilidade", diz o presidente do PT paulistano, Antonio Donato. "A Dilma está correta. Governabilidade não se mistura com política de alianças", diz o presidente estadual da sigla, Edinho Silva.

Coordenação

Na tentativa de arrefecer os ânimos internos, contemplando a corrente Construindo um Novo Brasil (CNB) com cargos, e robustecer a pré-campanha para tentar tirá-la dos reveses políticos sofridos nas últimas semanas, Haddad estuda a entrada dos deputados federais Ricardo Berzoini e Vicente Cândido em sua equipe de coordenação. Além deles, deve entrar o deputado estadual Ênio Tatto, do PTLM, corrente com força na capital. Berzoini está cotado para a coordenação geral da campanha, mas ainda não foi descartado como tesoureiro. Cândido deve coordenar o programa de governo. A função de Tatto não foi definida. Outro integrante da CNB que pode entrar na equipe é o prefeito de Osasco, Emídio de Souza. O nome do deputado Newton Lima, antes cotado para tesoureiro, foi vetado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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