Andre Dusek/Estadão
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PT tem 'total autonomia' para tomar decisões em relação a Cunha, diz Edinho

Ministro-chefe da Secretaria da Comunicação Social nega que Planalto tenha orientado a bancada do partido a apoiar o presidente a Câmara em processo por quebra de decoro contra ele no Conselho de Ética da Casa

Igor Gadelha e Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2015 | 12h36

BRASÍLIA - O ministro-chefeda Secretaria da Comunicação Social, Edinho Silva, negou nesta segunda-feira, 23, que o Planalto tenha orientado a bancada do PT a apoiar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Conselho de Ética da Casa, onde o peemedebista é alvo de processo por quebra de decoro parlamentar. Segundo Edinho, o partido tem "total autonomia" para construir suas posições dentro do Legislativo. O ministro também evitou comentar as denúncias contra Cunha e disse que o governo continuará dialogando com ele para tentar aprovar as medidas do ajuste fiscal. 

"O governo da presidenta Dilma é formado pelo PT e por outros partidos que formam uma coalizão. O PT tem total autonomia de construção das suas posições dentro do Legislativo", afirmou Edinho em entrevista após participar de reunião de coordenação política comandada por Dilma Rousseff. De acordo com o ministro, o diálogo do Planalto com o Congresso é para criar "uma agenda de interesse do País, do povo brasileiro". "E essa agenda passa neste momento em que a gente aprove as medidas do ajuste fiscal e, posteriormente, entre na agenda de retomada do crescimento econômico", disse.

Questionado se o enfraquecimento do presidente da Câmara diante do processo no Conselho de Ética pode atrapalhar a aprovação das medidas fiscais, Edinho Silva desconversou e afirmou que o governo "vai continuar dialogando com o Poder Legislativo" no sentido de aprovar o ajuste. O ministro da Secretaria da Comunicação Social evitou comentar as denúncias contra o peemedebista e o processo no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar. De acordo com ele, esse é "tema interno do Legislativo", que não cabe ao Executivo comentar.

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