PT suspende prefeito que atirou em rival em MG

Marcelo Uberaba, de Paraopeba, teria ameaçado o líder do PMDB no município

Marcelo Portela, da Agência Estado

12 de julho de 2011 | 15h41

BELO HORIZONTE - O PT de Minas Gerais decidiu suspender "preventivamente" o prefeito Marcelo Uberaba, de Paraopeba, na região central do Estado. Ele é acusado de atirar no presidente do diretório municipal do PMDB, o funcionário público Wilson de Campos Rocha. Nesta terça-feira, 12, a Polícia Civil informou que, a princípio, Uberaba será indiciado por disparo em via pública, ao invés de tentativa de homicídio, porque não teria intenção de matar o rival.

 

Os tiros foram disparados no sábado, 9, mas a rixa entre o prefeito e o peemedebista é antiga e, em 2010, Rocha chegou a entrar com ação na Justiça contra Uberaba, acusando o chefe do Executivo municipal de superfaturar processos da prefeitura.

 

Para o dia do crime, cada um apresentou uma versão. O prefeito disse que passava pela porta da casa de Wilson, a caminho de sua residência. O adversário o teria ameaçado com uma faca e ele atirou para cima para espantar o rival. Já o presidente do PMDB alega que o prefeito era quem fazia ameaças na porta da casa e atirou quando Rocha se aproximou para tirar satisfações.

 

Os tiros, que foram filmados por uma moradora da região, não acertaram o peemedebista. Uberaba fugiu, mas manteve contato com seus eleitores por meio da rede de microblogs Twitter. Ele agradeceu pelas mensagens de "carinho", disse que estava "muito triste" e chegou a avisar que iria se apresentar à polícia, o que fez na segunda-feira, 11. "Falei toda a verdade, as ameaças que estava sofrendo. Está nas mãos de Deus", postou, após prestar depoimento e ser liberado.

 

Mesmo assim, a Comissão Política do PT mineiro fez uma reunião extraordinária na noite de segunda e decidiu suspender Uberaba por causa dos tiros motivados por "divergências políticas". O diretório estadual do partido vai se reunir no dia 20 e deve julgar o processo de expulsão do prefeito, que ainda poderá apresentar sua defesa. A reportagem tentou falar com Marcelo Uberaba, mas não houve retorno.

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