PT-SP diz que 'não está no banco dos réus'

A executiva estadual do PT avalia que o resultado das eleições no Estado de São Paulo "abafou as vozes daqueles que tentaram fazer do julgamento do Supremo Tribunal Federal (mensalão) um instrumento de desgaste e de destruição da sigla". Em nota oficial, com o balanço dessas eleições, a executiva petista alega também que essas eleições representaram a "pior derrota" da história do PSDB. "O balanço dos setores conservadores em São Paulo é o pior possível. Mais uma reposta dada pelo povo paulista tanto ao ''cansaço'' do projeto tucano no Estado como à ofensiva conservadora e autoritária contra o nosso projeto", diz a nota.

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

29 de outubro de 2012 | 18h45

Para a executiva, esta eleição trouxe o "melhor resultado da história" para o partido e mostra que "o PT não está no banco dos réus". "A sociedade falou em alto e bom tom que o ''PT não está e nunca esteve no banco dos réus'' e que o Partido dos Trabalhadores é o maior instrumento de construção de uma sociedade justa e igualitária. A resposta a todos os ataques que sofremos foi dada pela população através da manifestação democrática: o voto."

Em contrapartida, a nota compara o resultado da legenda ao obtido pelo seu maior rival, o PSDB, com destaque para a perda de cidades consideradas redutos tucanos no Vale do Paraíba, reduto do governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB). "A nossa vitória no Vale do Paraíba é um exemplo do crescimento do PT em uma região que sempre foi tida como base do PSDB, inclusive por ser a região originária do governador Geraldo Alckmin. Lá vamos governar nove prefeituras, destacando São José dos Campos, principal polo regional, e Jacareí, onde obtivemos o quarto mandato sucessivo", diz o comunicado.

Esse resultado, avaliam os membros da executiva, apresenta uma "nova correlação de forças políticas no Estado", especialmente no Interior, para a construção de um campo político que seja "alternativo" ao PSDB - que comanda o Estado há 18 anos. "É preciso darmos mais ênfase às nossas propostas para um novo modelo educacional e de saúde no Estado. É preciso enfrentarmos o esgotamento do modelo de segurança pública. Temos todas as condições de apresentarmos ao Interior do Estado um projeto de desenvolvimento regional que garanta a descentralização do desenvolvimento econômico". E conclui: "O PT tem todas as condições políticas de liderar uma formulação que dialogue com a juventude e mostre a viabilidade de um projeto de desenvolvimento para o Estado que seja sustentável".

Neste pleito, o PT elegeu 68 prefeitos em São Paulo, 55 vices e 675 vereadores. Para a executiva estadual da sigla, isso representa 18,6 milhões de habitantes, ou 45,2% de todo o Estado, "um número bastante significativo".

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