GERALDO BUBNIAK/AGB
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PT-SP convoca ato em apoio a Vaccari e o chama de 'preso político'

Segundo o presidente do PT em São Paulo, Emídio de Souza, o ato intitulado 'A verdade sobre Vaccari' não é uma atividade oficial da legenda, mas o PT não tem vergonha de defender o ex-tesoureiro

Ana Fernandes, O Estado de S. Paulo

03 Novembro 2015 | 20h43

São Paulo - O diretório paulista do PT divulgou nesta terça-feira, 3, em seu site, o convite para um ato em apoio ao ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto - preso no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo o presidente do PT em São Paulo, Emídio de Souza, o ato intitulado "A verdade sobre Vaccari" não é uma atividade oficial da legenda, mas o PT não tem vergonha de defender o ex-tesoureiro. "Não é atividade oficial do PT, mas alguns petistas fazendo ato para denunciar a situação do Vaccari", disse Emídio ao Broadcast Político.

"As prisões (na Lava Jato), muitas delas são mantidas artificialmente. O Vaccari não representa qualquer perigo e é mantido em uma prisão política, é legítimo que petistas se organizem em torno disso", afirmou o dirigente. "Somos solidários ao Vaccari, sabemos o que ele fez e o que não fez. Não temos do que nos envergonhar, pois ele trabalhou rigorosamente dentro das regras", completou. Emídio destacou que o ex-governador tucano Eduardo Azeredo ainda não foi julgado pelo chamado "mensalão mineiro" e responde ao processo solto. O processo está parado desde março de 2014 e pode prescrever em 2018, como noticiou o jornal Folha de S. Paulo, destacou Emídio para argumentar como a Justiça tem sido "seletiva".

Apesar da defesa de Vaccari, Emídio não soube dizer se vai comparecer ao evento, marcado para a próxima sexta-feira, 6. Ele também não soube informar se outras lideranças do partido estarão no ato.

Segundo o convite divulgado no site, o ato é promovido pelo grupo de petistas e sindicalistas chamado "Amigos do Vaccari" e o encontro celebrará o aniversário do ex-tesoureiro - Vaccari completou 57 anos no último dia 30. "Defender Vaccari é defender o legado da esquerda do PT e da democracia", diz o convite. O texto diz ainda que a "condenação de Vaccari, da forma como fez Sérgio Moro (juiz da Lava Jato), tentando criminalizar as doações oficiais de um único partido, é um atentado à democracia". "Vaccari não está sozinho. Vaccari é preso político", completa o convite.

João Vaccari Neto está preso desde 15 de abril. Ele já foi condenado em primeira instância a 15 anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A Justiça negou pedidos de habeas corpus do ex-tesoureiro. Amanhã, Vaccari estará em São Paulo. Ele participa de uma audiência relacionada a outro processo criminal, contra ex-diretores da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop). Nesse processo, Vaccari é acusado por formação de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. (Ana Fernandes - ana.fernandes@estadao.com)

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