PT se reduziu ao papel de manter Lula no poder, diz 'Economist'

Revista lembra que Sarney, 'típico político' que o PT nasceu para combater, agora recebe apoio de Lula

estadao.com.br,

27 de agosto de 2009 | 14h55

A revista inglesa The Economist publicou reportagem nesta quinta-feira, 27, abordando a crise pela qual passam o Senado brasileiro e o Partido dos Trabalhadores (PT). Para a publicação britânica, o PT é um partido 'ferido', que perdeu sua aura original de ser diferente, ético e até mesmo romântico, tendo agora apenas o objetivo de se manter no poder.

 

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Para exemplificar este enfraquecimento petista, a Economist citou a perda de dois dos 12 senadores da bancada petista - Flávio Arns, do Paraná, e Marina Silva, do Acre. A revista ressalta que Marina, membro do partido desde a fundação e uma 'celebrada' ativista ambiental, deixou a sigla para se filiar ao 'pequeno' Partido Verde.

 

A publicação também fala sobre o apoio do presidente Lula a José Sarney. A revista atenta que o presidente do Senado é o típico 'político tradicional', a quem o PT, em sua origem, tinha por objetivo se livrar. A Economist cita que Sarney teve 'problemas com o conselho de ética', mas que conseguiu permanecer em seu cargo devido ao apoio do presidente do Brasil.

 

A revista inglesa analisa que o PMDB é um 'partido de centro que se alinha com o qualquer governo que esteja em vigência, e que tem a maior e mais organizada base partidária do País".

 

O texto continua dizendo que Lula sustenta Sarney na presidência do Senado, visando obter apoio para Dilma Rousseff, a candidata que o atual presidente irá lançar nas eleições do ano que vem. A ministra-chefe da Casa Civil é classificada pela publicação como "uma nova recruta no PT", com uma "competência impressionante, mas com falta de carisma para conseguir votos, como tem o presidente". 

 

Citando algumas dificuldades para a candidatura Dilma - como o diagnóstico de câncer e as denúncias da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira - a Economist afirma, no entanto, que o maior desafio para a petista talvez seja a candidatura de Marina Silva à Presidência pelo PV.

 

"(Marina) Silva dificilmente se tornará a próxima presidente do Brasil, mas ela pode tirar votos de (Dilma) Rousseff. Antes disso, no entanto, ela terá que ordenar o Partido Verde, que também perdeu seu ímpeto moral em algum lugar de Brasília", diz a revista.

 

Com informações da BBC Brasil

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