PT se recusa a negociar candidatura de Viana por cargos

Em nota, liderança do partido afirma que seguirá com o senador petista até a votação do dia 2 de fevereiro

Agência Estado,

28 de janeiro de 2009 | 18h22

A liderança do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado divulgou nota oficial, na tarde desta quarta-feira, 28, declarando que mantém o apoio à candidatura do senador petista Tião Viana (AC) à presidência do Senado e que "com ele seguirá até a votação do dia 2". A nota afirma também que os senadores petistas "repudiam a negociação" de cargos da Mesa Diretora em troca da desistência da candidatura de Tião Viana. Veja também: PT admite traições a Temer se Sarney vencer Entenda a disputa no Congresso  A sucessão dos presidentes do Senado    Opine: Quem vai ganhar no Senado e na Câmara?  Veja o que diz o texto da nota, assinada pela líder do PT, senador Ideli Salvatti (SC): "A discussão sobre cargos não é compartilhada pela bancada petista, na medida em que, tanto o Regimento Interno quanto a tradição da Casa asseguram a devida proporcionalidade na sua distribuição. É importante lembrar que assim aconteceu na eleição do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) a presidente do Senado na disputa com o senador José Agripino (DEM-RN). Os senadores petistas têm consciência das pressões para distribuição de cargos na Mesa Diretora e nas comissões do Senado, mas repudiam negociação desses cargos em troca da desistência de sua candidatura. A divulgação de informações sobre este assunto na imprensa faz parte de um jogo de bastidores para desestabilizar o apoio acertado por senadores de diversos partidos, inclusive da oposição e do próprio PMDB. A candidatura do senador Tião Viana aponta para os mais altos desígnios do Congresso Nacional, no sentido de reafirmar os valores constitucionais e republicanos de independência e a dignidade do exercício parlamentar. Sua candidatura visa ao enfrentamento dos dilemas do Senado diante da assunção de suas funções tanto pelo Poder Executivo quanto pelo Poder Judiciário, para garantir o equilíbrio entre os Três Poderes."

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