PT se mistura às centrais e desiste de ato específico

Convocação havia sido feita em nota publicada no site do partido, assinada pela vereadora Juliana Cardoso, que se atrasou

Fernando Gallo, O Estado de S. Paulo

11 de julho de 2013 | 23h08

O PT municipal desistiu de fazer uma mobilização própria no Dia Nacional de Lutas, nesta quinta-feira, 11, e aderiu à manifestação que as centrais sindicais fizeram na Avenida Paulista, em São Paulo. Pouquíssimos militantes do partido foram ao ato com camisetas e bandeiras do PT - outros partidos menores como o PCO e o PSTU se fizeram presentes em maior quantidade de militantes, bandeiras e adereços. A própria presidente do PT paulistano, vereadora Juliana Cardoso, que convocou a mobilização, se atrasou e não participou do evento.

A convocação para a mobilização foi feita em nota publicada no site do partido no último dia 5, assinada por Juliana e pelo secretário de Mobilização, Álvaro Abreu, que marcaram o horário das 14hs para a concentração dos petistas - o ato das centrais estava marcado para as 12hs. “Conclamamos aos militantes petistas somarem com as forças democráticas e populares, principalmente nossos parceiros dos movimentos sociais a estarem na rua fortalecendo as lutas na defesa da democracia e do governo Dilma”, dizia o documento.

A nota dispunha ainda que quatro itens compunham a pauta petista: reforma política com participação popular; plesbicito já; eleições de 2014 regidas pelas novas regras da reforma política; e democratização dos meios de comunicação.

Contudo, em meio ao clima de críticas das centrais para com o governo da presidente Dilma Rousseff, que os petistas pretendiam defender, o PT optou por desistir do ato. “Esse ato não foi organizado por nós, viemos aqui para apoiá-lo”, disse o presidente do PT estadual, Edinho Silva, único dirigente do partido a discursar no carro de som das centrais. Ele fez uma defesa dos governos Lula e Dilma e não foi aplaudido e nem vaiado. Além dele, discursou o deputado estadual Luiz Cláudio Marcolino, ligado ao sindicato dos bancários, entidade que, por sua vez, é tradicionalmente ligada ao PT.

A presidente do PT municipal, Juliana Cardoso, disse que se atrasou por causa do trânsito. “Me atrapalhei”, disse. Ela afirmou que “teve algumas pessoas que foram com camisetas e bandeiras”, mas declarou que não houve nenhuma mobilização do diretório para tanto. “Pedimos para o pessoal não levar nada”, sustentou ela, que disse ainda que os petistas foram ao ato “mais para apoiar” as centrais e demais movimentos sociais e populares presentes.

O presidente nacional do partido, Rui Falcão, passou o dia em reuniões em São Paulo e não compareceu a nenhum ato.

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