PT-RJ pune deputado financiado pela CBF

O PT do Rio já considera definitivo o afastamento, da presidência, do deputado federal Carlos Santana, acusado de não contabilizar oficialmente uma doação de R$ 50 mil feita pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) à sua campanha eleitoral em 1998. Segundo o deputado estadual Chico Alencar, não haverá tempo para que a comissão de ética que investigará o caso encerre os seus trabalhos até setembro, quando será eleito o novo presidente. A bancada do partido na Assembléia Legislativa decidiu propor a criação de um código de ética para os petistas receberem contribuições eleitorais. "Esse afastamento é sem choro nem vela", declarou Chico, que participou de reunião da bancada que debateu o assunto. Nela, os deputados decidiram chamar o novo presidente do PT fluminense, Gilberto Palmares, para uma reunião na próxima semana. A revelação de que a CBF fizera a doação ocorreu durante o depoimento do seu presidente, Ricardo Teixeira, à CPI da CBF/Nike. Uma checagem constatou que o nome da entidade não estava nas contas.Santana alegou que vendeu regularmente um bônus eleitoral à entidade, mas, ao lado de seu número, por engano, foi escrito o nome de uma empresa, a Sermetal Rio. Santana só decidiu se afastar sob pressão do comando nacional do partido. A bancada federal, reservadamente, já decidira sugerir-lhe que pedisse uma comissão de ética para investigar o caso. Se o deputado não aceitasse a "sugestão", a comissão seria instaurada de qualquer maneira, resolveram os parlamentares. Na reunião da executiva nacional em que anunciou o seu afastamento, Santana foi duramente questionado pelo presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente nacional do PT, José Dirceu, já demonstrou que não pretende "aliviar" a situação de Santana. A expulsão é uma possibilidade real. Segundo Chico, o código de ética para doações deverá vetar o recebimento de contribuições de empresas ou entidades sob suspeita ou investigação.

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