PT reúne militantes para comemorar 10 anos no poder

Com a presença da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT promove no dia 20 deste mês, em São Paulo, a comemoração dos 10 anos do partido no governo federal. Além de membros do diretório nacional e da Executiva da sigla, a expectativa é reunir aproximadamente 1 mil militantes no hotel Holiday Inn, no Anhembi.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

05 de fevereiro de 2013 | 15h57

O evento marca o início dos debates que o partido promoverá em todo o País para consolidar a defesa do projeto nacional iniciado no governo Lula e "se defender" dos ataques da oposição no campo ético. "Estamos capengando na questão ética", avaliou um petista do alto escalão ouvido pela Agência Estado.

O partido pretende organizar 13 seminários, sendo o primeiro no dia 2 de março em Fortaleza, também com a presença de Lula e a provável participação da presidente Dilma. Os seminários devem acontecer em paralelo às viagens que o ex-presidente Lula fará pelo Brasil este ano.

O Secretário Nacional de Organização do PT, Paulo Frateschi, afirmou que o objetivo é firmar um discurso que destaque as mudanças realizadas pelos governos do PT nos últimos 10 anos. "Precisamos reconstruir nossa própria narrativa", disse. O editorial do Página 13, publicação petista de uma das correntes da legenda, lembra que nos 33 anos do PT (comemorado no dia 10 de fevereiro) é preciso defendê-lo. "Defender o PT é atualizar nossa estratégia política, para a nova situação aberta após 10 anos de governo encabeçado pelo PT, num contexto de crise internacional do capitalismo e de progresso da integração regional", diz o texto.

Além da defesa dos governos Lula e Dilma, a sigla também vai tratar do julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "Defender o PT é denunciar que o julgamento da Ação Penal 470 atropelou diversos quesitos indispensáveis para a legalidade e legitimidade da Justiça. A alguns dos acusados petistas, nem mesmo a lei foi garantida", criticou o editorial da Página 13. "Para se defender, o PT não pode ficar na defensiva, nem facilitar os ataques de nossos inimigos", acrescentou o editorial.

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