PT rejeita rótulo de ''''fiel da balança''''

Ideli diz que desfecho do caso será responsabilidade de todos

Christiane Samarco, O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2007 | 00h00

O PT reagiu ontem às cobranças do PMDB e da oposição (PSDB e DEM) e avisou que não aceita ter a bancada de 12 parlamentares responsabilizada pelo desfecho do caso de Renan Calheiros (PMDB-AL) na votação marcada para quarta-feira. Depois da aprovação do parecer pedindo a cassação do presidente do Senado, por 11 votos a 4, no Conselho de Ética, com três votos petistas favoráveis à perda de mandato, os líderes do PMDB cobraram solidariedade ao peemedebista. A oposição quer do PT rigor no julgamento para salvar a imagem da instituição e aponta a bancada petista como "fiel da balança". "Não me venham com esta história de que a responsabilidade será de A ou de B. O resultado da votação do processo contra o presidente do Senado, seja ele qual for, será responsabilidade de todos", diz a líder do partido no Senado, Ideli Salvatti (SC). A despeito da tensão crescente no grupo de peemedebistas mais próximo a Renan, o que mais incomodou os petistas nos últimos dias foi a tática da oposição de jogar o peso da decisão do plenário do Senado sobre o PT. Provocada por adversários do governo e de Renan, Ideli deixou claro que apenas quatro bancadas votarão 100% unidas no caso Renan: o PC do B, o PP, o PRB e o PSOL, que têm apenas um representante no Senado. Nas conversas reservadas, os petistas têm revelado mais dúvidas do que certezas quanto à votação. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) não hesitou em condenar Renan no conselho, mas tem admitido a vários interlocutores que a eventual cassação, deixando o peemedebista fora da política pelos próximos 12 anos, é rígida demais. Há entre os petistas quem pondere, inclusive, que o processo em si já foi uma punição. Todos têm em mente, no entanto, que o julgamento vai além do mandato do senador. "É bom lembrar que, no caso de perda de mandato, abre-se o processo sucessório na Casa e isto, obviamente, tem implicações e envolve interesses", afirma Ideli.

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