PT rebate delator da Lava Jato sobre doações à legenda

A Secretaria de Finanças do PT emitiu nota rebatendo declaração de executivo da empresa Toyo Setal de que o pagamento de propina no esquema de corrupção envolvendo a Petrobras foi feito por meio de doações oficiais à legenda. "Reiteramos que o PT somente recebe doações em conformidade com a legislação eleitoral vigente", cita a nota.

FÁBIO FABRINI, Estadão Conteúdo

03 de dezembro de 2014 | 18h47

"No caso específico, o próprio depoente reconhece em seu depoimento que foi orientado pela secretaria de Finanças do PT a efetuar as doações na conta bancária do partido. Os recibos foram declarados na prestação de contas apresentada ao TSE. Ou seja, todo o processo ocorreu dentro da legalidade", cita nota da Secretaria de Finanças petista divulgada nesta quarta-feira, 3.

Como informou mais cedo o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o executivo da Toyo Setal Augusto Mendonça, um dos delatores da Operação Lava Jato, disse em depoimento à Polícia Federal que o pagamento de propina no esquema de corrupção envolvendo a Petrobras foi feito por meio de doações oficiais. Mendonça, que depôs na PF em 29 de outubro depois de fechar um acordo de delação com o Ministério Público Federal (MPF), disse ainda que o pagamento de propina cobrado pelo ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque era feito de outras duas formas. Além das doações oficiais ao PT, Duque recebeu por meio de remessas ao exterior e parcelas em dinheiro vivo.

O depoimento foi prestado após Camargo ter fechado em outubro um acordo de delação com o Ministério Público Federal no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. A própria Toyo Setal também firmou acordo de leniência com o MPF para contribuir com as investigações a fim de desmontar um esquema de corrupção envolvendo a Petrobras.

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