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PT quer repetir em SP acordo nacional sobre CPI dos cartões

O PT quer repetir em São Paulo oacordo fechado nesta segunda-feira entre o governo federal e aoposição sobre a CPI dos cartões. No Congresso, ficou acertadaa realização de uma CPI mista que vai investigar as despesascom cartões corporativos efetuadas nos governos Lula e FernandoHenrique Cardoso. "Defendemos uma CPI como em Brasília, com a participação dogoverno e da oposição", disse o deputado Ênio Tatto (PT), líderda minoria na Assembléia, ao apontar que na sexta-feira jáhavia feito proposta semelhante ao líder do governo, deputadoBarros Munhoz. "Dei prazo ao líder do governo até hoje. Se ele não pedir aCPI, a partir de amanhã vamos colher as assinaturas", afirmou. O deputado Barros Munhoz (PSDB), líder do governo, não deusinais na semana passada de que irá aceitar a proposta do PT.Uma decisão desse tipo teria que contar com a anuência dogovernador José Serra (PSDB). O apoio dos deputados governistas seria essencial para acriação de uma CPI dos cartões na Assembléia, onde a oposiçãoao governo é minoria. Para conseguir protocolar o pedido sãonecessárias 32 assinaturas entre os 94 deputados, enquanto aoposição conta com apenas 23 (20 do PT, dois do PSOL e um doPV). Outro obstáculo é a quantidade de CPIs permitidas. Cincoestão em andamento --o número máximo-- e 15 estão à espera. Umanova CPI entraria no fim da fila. Ainda assim, na terça-feira a bancada do PT fará reuniãopara chancelar o pedido de CPI. O requerimento será de autoriade Tatto e do deputado Simão Pedro, líder do PT. As acusações quanto ao uso dos cartões paulistas vieram naesteira das acusações dos cartões federais, que levaram àdemissão da ministra da Igualdade Racial. De crédito no Executivo e de débito no Estado, essa formade pagamento criada em 2001 no país é de difícil fiscalização,dando brechas ao mau uso dos recursos públicos. Em 2007, primeiro ano do governo Serra, os gastos comcartão de débito chegaram a 108,3 milhões de reais. Destetotal, 48,3 milhões de reais são registrados como saques, o querepresenta 44 por cento. Há 42 mil cartões em posse de cerca de20 mil servidores públicos paulistas. (Reportagem de Carmen Munari; Edição de Mair Pena Neto)

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