PT quer 'pulverizar' campanha eleitoral em São Paulo

Para tirar a vantagem folgada na corrida eleitoral do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e ainda tentar tomar o poder do PSDB, que há mais de 15 anos comanda o governo paulista, o PT decidiu "pulverizar" a campanha na eleição de 2010 no Estado de São Paulo. A estratégia é fazer com que o senador Aloizio Mercadante e a ex-ministra Marta Suplicy - principais lideranças estaduais do partido e respectivamente pré-candidatos ao governo e ao Senado - façam suas agendas diárias de campanha separadamente, se possível em regiões diferentes do Estado.

GUSTAVO PORTO, Agência Estado

05 de abril de 2010 | 16h06

Além dos futuros candidatos, a campanha do PT irá contar ainda com a ajuda do também senador Eduardo Suplicy, que desistiu de disputar o governo paulista em favor de Mercadante. "Iremos organizar as agendas e cobrir duas, três regiões do Estado ao mesmo tempo, porque ninguém precisa explicar quem é Marta, Mercadante e Suplicy, ao contrário deles (tucanos)", disse o presidente estadual do PT, Edinho Silva. "Enquanto eles têm só o Alckmin em condições de criar agenda, nós temos três lideranças", provocou.

Além da decisão, tomada na reunião da Executiva do PT de São Paulo na manhã de hoje com a presença de Marta, o PT discutirá outros detalhes da estratégia da campanha de Mercadante ao governo e, principalmente, das coligações, em uma reunião na noite de hoje na casa do senador petista. Participarão do encontro, além do comando do PT paulista, deputados federais e estaduais, bem como alguns prefeitos do partido.

Ainda esta semana, em um encontro previsto para quinta-feira, o PDT pretende fechar o nome do pré-candidato a vice-governador de Mercadante, depois que o prefeito de Indaiatuba (SP), Reinaldo Nogueira, desistiu da disputa e não renunciou ao cargo. Mesmo com o PDT apressado para ocupar o espaço político, o presidente do PT paulista prega cautela. "Vamos definir o nome do vice com calma", concluiu Edinho.

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