PT quer evitar prévias para candidato à Prefeitura de SP

Os diretórios do PT em São Paulo começam no dia 5 a discutir as eleições municipais de 2012. Até o final de outubro serão realizados debates nos 35 diretórios zonais da cidade, que contam com cerca de 100 mil filiados.

AE, Agência Estado

21 de julho de 2011 | 10h56

O objetivo é mobilizar desde já a base petista para o embate eleitoral. Mas os encontros também servirão para analisar nomes de candidatos e propostas. Paralelamente, o diretório municipal patrocinará pesquisas qualitativas, destinadas a sondar tendências do eleitorado.

Com esses encontros e, sobretudo, acordos entre as correntes que disputam espaço no PT, o diretório espera definir até o final do semestre o nome do candidato. Se não houver consenso, serão realizadas prévias eleitorais.

"A prévia está contida no estatuto e é um direito dos filiados, mas nós preferimos dar prioridade ao debate político, para chegar ao consenso", diz o presidente do diretório municipal, vereador Antonio Donato. "A prévia é nosso último recurso, porque sempre deixa sequelas", endossa o presidente do partido no Estado, deputado Edinho Silva.

Donato estranhou as declarações feitas ontem pelo senador Eduardo Suplicy, defendendo prévias. "Ele sabe que são estatutárias, mas também sabe que o PT prefere conversar com todo mundo", afirma. Segundo Edinho, essa é uma estratégia que ajuda a ganhar tempo: "Após as prévias, é necessário um período para aparar as arestas e garantir a unidade. Se houver consenso, a unidade já está garantida".

Hoje os dois nomes mais bem cotados para a disputa são os da senadora Marta Suplicy e o do ministro da Educação, Fernando Haddad. Embora o ministro Aloizio Mercadante, da Ciência e Tecnologia, não tenha se pronunciado ainda sobre o assunto, seu nome também aparece sempre no alto da lista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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