PT quer calendário de pagamento para saldar dívidas

Sem saber onde buscar mais de R$ 6 milhões que ainda faltam para saldar os R$ 10,3 milhões de dívidas deixados pela campanha da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o tesoureiro do partido, Paulo Ferreira, disse hoje que vai procurar as quatro credoras para "estabelecer um calendário de pagamento". Na interpretação de Ferreira, a obrigatoriedade de saldar todas as dívidas até o dia 30 de dezembro vale para a campanha, mas não para o partido, que assumiu as pendências. Segundo Ferreira, o diretório nacional do PT já recebeu R$ 1,5 milhão, "tudo de pessoas jurídicas", para pagar a dívida com as gráficas e empresas de publicidade. Outros R$ 2,5 milhões, diz o tesoureiro, estão prometidos, mas não foram pagos. "O resto está descoberto", afirmou. Na última sexta-feira, Ferreira reuniu-se com a equipe do tesoureiro da campanha, José de Filippi, e recebeu as informações detalhadas sobre as dívidas de cada fornecedor. "Eles me passaram a arquitetura da dívida. Agora, o PT não tem prazo para pagar os fornecedores. Vou chamar as empresas para conversar", disse o tesoureiro. Ferreira afirmou que "até o Natal" terá um levantamento detalhado de toda a dívida do partido. "Suponho que a dívida antiga está um pouco abaixo dos R$ 40 milhões", calculou. Somando-se os R$ 10,3 milhões deixados pela campanha, o diretório nacional tem um débito de quase R$ 50,3 milhões. Os principais credores do PT são o bancos Rural, BMG e Banco do Brasil e empresas de leasing de computadores adquiridos pelo diretório nacional. As credoras da campanha pela reeleição são quatro empresas paulistas: Braspor Gráfica e Editora; Arthur da Silveira Votorantim Gráfica; Star Door Publicidade e Representação e Mack Color Etiquetas Adesivas.

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