PT quer alianças, mas não abre mão de liderar chapa em SP

Presidente nacional do partido, Rui Falcão, afirma que intenção é repertir na capital paulista as alianças do governo federal, mas PMDB teria de desistir de candidatura de Chalita

Tomás Okuda, da Agência Estado

26 de novembro de 2011 | 14h30

SÃO PAULO - O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou neste sábado, 26, que o PT paulista não abre mão de ter candidato próprio na disputa à prefeitura de São Paulo, nas eleições do ano que vem. Mas, pretende fazer um amplo leque de alianças com os partidos que compõem a base de sustentação do governo da presidente Dilma Rousseff, dentre eles o PMDB. "Estamos abertos às alianças", frisou o dirigente, ressaltando, porém: "O PT não abre mão de ter candidato próprio, temos candidato (o ministro da Educação, Fernando Haddad), se eles (peemedebistas) abrirem mão, será possível uma aliança com o PMDB já no primeiro turno em São Paulo."

O PMDB paulista aposta suas fichas na candidatura do deputado federal Gabriel Chalita. Em entrevista recente à Agência Estado, Chalita disse que não pretende abrir mão de sua candidatura à sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD). Apesar da negativa de PT e PMDB em abrir mão da cabeça de chapa no pleito do ano que vem, numa eventual aliança, líderes das duas legendas conversam sobre a possibilidade dos dois partidos lançarem uma chapa única.

Rui Falcão participou neste sábado do Seminário de Conjuntura e Política de Alianças, que teve como foco a discussão das as alianças partidárias para as eleições municipais do ano que vem. Participaram também do evento, o presidente do diretório estadual do PT de São Paulo, Edinho Silva, e o presidente do Diretório Municipal paulista da sigla, Antonio Donato, dentre outros. O ministro Fernando Haddad, que deveria participar dessas discussões, pois será o candidato da legenda em São Paulo em 2012, não compareceu porque, segundo Rui Falcão, tinha compromissos familiares, a primeira comunhão do afilhado.

Governo de SP. No seminário, Edinho Silva disse que o PT deverá crescer nas eleições municipais do ano que vem, não apenas em número de cidades, mas também em qualidade, a fim de mostrar que a legenda está preparada para governar o Estado de São Paulo. O governo paulista está nas mãos do PSDB, maior adversário petista, desde 1995, ou seja, há 16 anos. E a meta do PT é ter uma boa performance nas eleições do ano que vem para lançar as bases de uma candidatura sólida ao governo paulista, nas eleições gerais de 2014. Para Edinho, "2012 será o início da construção de um amplo arco de alianças no Estado, o que será fundamental para a disputa em 2014". Contudo, ele adverte que esse arco de alianças tem de refletir a construção do projeto nacional da sigla.

O presidente do diretório estadual disse também que o debate sobre a política de alianças para as eleições 2012 tem que ser feito com muita maturidade. E frisou que a legenda levará em conta a realidade de cada região. Além disso, voltou a defender que o centro da ação política do PT esteja focado na construção do governo da presidente Dilma Rousseff. "O governo Dilma representa a continuidade e aprofundamento do nosso projeto, iniciado na gestão do presidente Lula, um projeto exitoso, de inclusão social e de protagonismo internacional, na consolidação do papel do Brasil nas definições dos rumos da América Latina", frisou.

Tudo o que sabemos sobre:
PTSPRui Falcãoeleições 2012

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.