Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

PSL de Bolsonaro se alia a MDB e PR em bloco na Câmara

Ao todo, três blocos foram formados na Casa para distribuição de cargos na Mesa

Ricardo Galhardo, Camila Turtelli e Ligia Formenti, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2019 | 13h54

Os partidos que compõem a nova legislatura da Câmara dos Deputados fecharam há pouco a formação de três blocos parlamentares para a distribuição de cargos na Mesa Diretora. Dois partidos, Novo e PTC, ficaram avulsos. Essas legendas têm, respectivamente, 8 e 2 eleitos.

A novidade foi o desmembramento do blocão costurado por Rodrigo Maia (DEM-RJ), formado na busca de apoios para a sua reeleição à presidência na votação desta sexta-feira. A maior divisão, encabeçada pelo PSL, de Jair Bolsonaro, ficou ainda com PP, PSD, MDB, PR, PRB, DEM, PSDB, PTB, PSC E PMN, com 301 parlamentares.

A subdivisão, chamada pela oposição de “puxadinho do Maia”, tem PDT, PODE, SD, PCdoB, PATRI, PPS, PROS, AVANTE, PV e DC, com 105 deputados. Essa ruptura teria sido feita porque o PDT e PCdoB não aceitaram estar no mesmo grupo que o PSL.

Esses dois blocos vão ficar com todas as titularidades da Mesa e duas suplências.

E, por fim, o bloco da oposição foi formado por PT, PSB, PSOL e Rede, com 98 deputados. Essa composição terá duas suplências na Mesa, que devem ficar com PT e PSB. 

O bloco tem dois candidatos a presidente: Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e João Henrique Caldas, o JHC (PSB-AL). Eles desafiarão o favoritismo de Maia, que busca a reeleição, com outros quatro postulantes: Fábio Ramalho (MDB-MG), General Peternelli (PSL-SP), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Ricardo Barros (PP-PR).

Maia diz que tempo da Previdência será definido pela Câmara

Maia afirmou há pouco que quem irá conduzir o tempo da reforma da Previdência é a Câmara. "O governo vai mandar o projeto. Se não envolver os todos os Estados, todos os partidos e prefeitos, teremos dificuldade de aprovar", disse.

Cotado como favorito para a presidência, Maia defendeu o diálogo para se chegar a um consenso para a reforma. "Isso não é um tema de um governo. É tema do Estado brasileiro e é o Estado como um todo." A solução a ser encontrada, disse, tem de ser obtida sem ideologia.

Os novos deputados iniciaram a sessão desta sexta-feira com um juramento. Na abertura da cerimônia, Maia informou que a mesa recebeu o comunicado da renúncia do deputado eleito Jean Wyllys (PSOL-RJ), que será substituído pelo então suplente David Miranda. Ele também pediu um minuto de silêncio pela morte do deputado eleito Wagner Montes (PRB).

 

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