Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

PT pretende usar ato sobre escândalo do cartel para desgastar Alckmin

Ato marcado para as 15h desta quarta-feira, 14, no centro de São Paulo, tem adesão de 21 entidades e algumas admitem que vão entoar gritos contra o governador do Estado

Breno Pires e Ricardo Chapola, O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2013 | 22h33

O ato contra desvios de recursos e suspeitas de envolvimento de agentes públicos em licitações do Metrô e da CPTM, marcado para a tarde de hoje no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, será usado pelo PT para tentar desgastar politicamente o governador Geraldo Alckmin (PSDB). O Sindicato dos Metroviários, que lidera a organização do ato, admite que vai usar o coro “Fora, Alckmin” nas ruas.

“O governo Alckmin do PSDB recebeu propina de grandes empresas para que elas vencessem licitações com preços superfaturados”, destaca panfleto divulgado para convocar a manifestação, que conta com a assinatura de 21 entidades. Mais de 7,3 mil pessoas confirmaram presença no ato no Facebook até as 21h de ontem.

A militância petista tem sido chamada para as ruas desde a última sexta-feira, quando o presidente nacional do PT, Rui Falcão, batizou o episódio de “trensalão” ou “propinoduto”. “Chega de tucanos em São Paulo”, disse. Ontem, dirigentes do PT estadual e municipal fizeram uma reunião na Assembleia com centrais sindicais para acertar o tom do discurso hoje nos protestos.

 

 

“Definimos que vamos cobrar CPI para apurar o episódio de corrupção envolvendo o PSDB em São Paulo. Não dá para ficar sem apuração”, afirmou Juliana Cardoso, vereadora e presidente municipal do PT. “A CUT não está pedindo impeachment do governador. O que queremos é apuração dos fatos. Há indícios, denúncias, e a CUT vai pressionar os deputados para abrir uma CPI e aprofundar a investigação”, reforçou o presidente da CUT paulista, Adi dos Santos.

O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres, disse que o PT também poderá ser alvo do protesto. “Tanto o mensalão como o que a gente chama de propinoduto em São Paulo, os dois tem que ser combatidos. Então com certeza vai ter menção, sim, ao ‘Fora, Alckmin’, ao mensalão, e a toda corrupção que está colocada em São Paulo e no Brasil”, afirmou.

MPL. Protagonistas dos protestos de junho, o Movimento Passe Livre (MPL) não quer se associar a um protesto contra o PSDB. “Nossa causa é contra a forma como o transporte é ferido para dar lucro para o empresário”, explica a componente do movimento Nina Capello.

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que promete levar mais de 2 mil pessoas ao ato, quer denunciar “desvio de recurso público e falta de investimento em serviços públicos decentes”, diz Guilherme Boulos, membro da coordenação do MTST. “Mas o tom da manifestação não é o tom petista, não é o tom eleitoral. O PT também pode ser cobrado.”

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