Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Ricardo Stuckert/Instituto Lula

PT, políticos e Unicamp homenageiam Marco Aurélio Garcia

Assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais na gestão de Lula e Dilma morreu de ataque fulminante nesta quinta-feira

André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo

20 Julho 2017 | 18h42

Pouco demais da confirmação da morte de Marco Aurélio Garcia, intelectual que ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT), políticos, nesta quinta-feira, 20, o próprio PT e a Unicamp, universidade onde era professor aposentado, começaram a prestar suas homenagens. Até as 18h não havia informações sobre o velório de Garcia. 

A ex-presidente Dilma Rousseff lamentou a morte de seu "querido amigo" por meio de nota. "Um dia terrível para quem luta por um mundo melhor, com justiça social. Um dia muito, muito triste", disse Dilma, por meio de nota. A petista afirmou ser um "dia de dor para todos nós, que compartilhamos com ele seus muitos sonhos, histórias e lutas". Garcia foi assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais na gestão de Lula e Dilma.

O PT, partido que ajudou a fundar, lembrou, em nota no seu site, da atuação de "líder" Garcia na "construção e execução da política externa brasileira durante o governo de Lula, além de ser um dos grande apoiadores dos BRICS e do fortalecimento das relações Sul-Sul".

Presentes em um evento, o deputado federal Paulo Teixeira  (PT-SP), o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zaratini (SP) e a senadora e presidente do partido, Gleisi Hoffmann (RS), também lamentaram falecimento de Garcia, lembrando de sua importância na política externa. "Dificilmente alguém vai falar de política externa principalmente na América Latina sem falar de Marco  Aurélio Garcia. Ele ajudou a escrever a política na América Latina", disse o deputado Paulo Teixeira  (PT-SP). Zarattini chamou-o de "o grande formulador da política do PT". Gleisi lembrou: "Era uma pessoa muito presente. Nos ajudava muito com suas avaliações principalmente na área internacional".

Nas redes sociais, políticos também publicaram homenagens. No Twitter, o ex-governador do Rio Grande do Sul Tardo Genro, conterrâneo de Garcia e também um dos fundadores do PT, disse que o professor aposentado era seu amigo fraterno, um grande quadro da esquerda e um militante histórico do PT. "Ser humano excepcional. Dor e luto", escreveu.

A deputada federal Maria do Rosário, também gaúcha, afirmou no Twitter que a esquerda do mundo está em luto. "Um amigo dos povos, professor e articulador da atuação internacionalista", disse.

Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff e candidato a governador de São Paulo pelo PT em 2014, declarou que a esquerda perde um de seus maiores pensadores e incentivadores da solidariedade internacional.

O senador Humberto Costa, do PT de Pernambuco, escreveu que lamenta profundamente a morte do amigo e o chamou de exemplo de militante. José Guimarães, deputado federal pelo PT do Ceará, disse que o País perde um grande brasileiro que defendia como poucos nossos interesses e a integração das nações como forma de desenvolvimento.

Em seu site oficial, a Unicamp ressaltou que Garcia foi personagem-chave na história do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) e um dos fundadores do Arquivo Edgard Leuenroth (AEL), projeto de coleta e preservação de documentos sobre a história social do trabalho. "Garcia acreditava na importância do acervo e defendia que ele deveria ser tão grande quanto sua capacidade de preservar a memória", diz a nota, lembrando que, quando foi diretor do AEL, o intelectual costumava afirmar que "o céu é o limite". / COLABOROU VALMAR HUPSEL FILHO

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