PT pediu em 2010 dinheiro de esquema, diz revista

O ex-ministro Antonio Palocci teria pedido a Paulo Roberto da Costa, ex-diretor da Petrobras, R$ 2 milhões para a campanha de Dilma Rousseff à Presidência em 2010. Conforme depoimentos dados por Paulo Roberto a policiais federais e procuradores, na época Palocci era coordenador da campanha de Dilma e o dinheiro viria da "cota do PP" na Petrobras. O relato está na edição da revista Veja deste fim de semana.

FABRÍCIO DE CASTRO, Estadão Conteúdo

27 de setembro de 2014 | 10h41

De acordo com a publicação, Paulo Roberto acionou o doleiro Alberto Yousseff para providenciar a "ajuda". O ex-diretor da Petrobras, no entanto, não deu certeza se o pedido foi atendido e disse que Palocci não voltou a procurá-lo.

A revista diz ainda que Yosseff pode trazer mais detalhes sobre o episódio e esclarecer se o dinheiro foi, de fato, repassado. Nesta semana, o doleiro acertou com o Ministério Público detalhes sobre sua delação premiada. O suposto esquema de corrupção ligado à diretoria de Abastecimento da Petrobras, alvo atual de investigações, arrecadava, de acordo com a revista, propinas de até 3% do valor dos contratos assinados por grandes empresas com a estatal.

Palocci nega pedido

O ex-ministro e coordenador da campanha de Dilma em 2010, Antonio Palocci, afirmou, de acordo com a revista, "que conhece Paulo Roberto Costa, mas ''em momento algum fez a ele pedido de qualquer natureza''". Palocci afirmou ainda que não se encontrou com Paulo Roberto em 2010 e que não era o responsável pelo caixa da campanha.

Em nota à Veja, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o tesoureiro da campanha em 2010 era o deputado federal licenciado José de Filippi e que "todas as doações eleitorais recebidas pela campanha foram relacionadas na prestação de contas dirigida ao TSE".

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